Segrase firma parceria com Arquivo Nacional
Cotidiano 21/10/2016 13h38

O presidente da Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe - Segrase, José Macedo Sobral, recebeu na manhã desta sexta-feira (21), a representante do Arquivo Nacional, Inez Stampa, o pesquisador Vicente Arruda Câmara Rodrigues e a professora e membro da Comissão Estadual da Verdade, Andréa Depieri. 

O encontro firmou mais uma parceria entre a Segrase e o Arquivo Nacional, no tocante a assinatura de renovação do Acordo de Cooperação Técnica estabelecido para publicação da obra intitulada “Documentos (In) visíveis: arquivos da ditadura e acesso à informação em tempos de justiça e transição no Brasil”, de autoria do pesquisador Vicente Arruda Câmara Rodrigues. 

Com objetivo específico, o projeto contempla a revisão e editoração por parte do Arquivo Nacional, impressão da obra por parte da Segrase, publicação conjunta da obra por parte do Arquivo Nacional, da Segrase e do autor. 

Segundo o presidente da Segrase, José Macedo Sobral “serão publicados mil exemplares da obra, referência sobre a temática dos arquivos da ditadura militar brasileira, ampliando a visibilidade do patrimônio documental do período de 1964-1985”. 

Para Inez Stampa, a parceria firmada é muito importante. “Dar continuidade a parceria, demonstra que o trabalho já desenvolvido anteriormente deu certo. Nossa expectativa é que essa renovação continue sendo positiva para o Arquivo Nacional e para a Segrase”. 

Sobre a obra

A obra indica que não são somente os acervos documentais da ditadura (1964-1985) que guardam segredos. O próprio caminhar institucional do Brasil no processo de liberação dessas informações é revelador de um quadro de enorme complexidade jurídica, política, social e histórica. Nessa direção, a obra tem por objetivo investigar e problematizar o acesso público, no Brasil, às informações contidas em documentos produzidos ou acumulados por órgãos de inteligência e de polícia política durante o período da ditadura militar brasileira. Situa o tema no contexto da chamada “justiça de transição”, compreendida como uma concepção de justiça associada a períodos de mudança política e que tem por objetivo o esclarecimento de graves violações de direitos humanos. 

Identifica os acervos atualmente recolhidos a arquivos públicos, como o Arquivo Público do Estado de Sergipe e o Arquivo Nacional, e discute os desafios postos à localização e abertura de conjuntos documentais atualmente desaparecidos. O livro é resultado de ampla e profunda pesquisa documental, e traz informações inéditas sobre o sistema de informações da ditadura de 1964 e sobre os bastidores do processo de abertura dos arquivos da repressão. É obra de interesse da temática do Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil – Memórias Reveladas e possui grande potencial de contribuição para as áreas de Arquivologia, Direito, História, Ciência Política, Políticas Públicas e Ciências Sociais, devendo se tornar referência sobre o tema.

Fonte: Asscom Segrase

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