Seed suspende ‘Dia D’ mas professores mantém paralisação
Cotidiano 06/05/2014 13h06Por Fernanda Araujo
Em assembléia convocada em caráter de emergência nesta terça-feira (06), os professores decidiram manter a paralisação das atividades marcada para esta quarta-feira (07), dia em que a Secretaria de Estado da Educação (Seed) realizaria o ‘Dia D’ de avaliação nas escolas estaduais, suspenso temporariamente. A categoria farão um ato público, a partir das 7h, em frente à secretaria.
Segundo a presidente do sindicato dos professores da rede estadual (Sintese), Ângela Melo, o resultado da última audiência com a secretária Hortência Maria no dia 30, se deu com a suspensão temporária do Dia D e com a revogação de algumas portarias do documento que estabelecia o dia da avaliação. A secretaria revogou a portaria 1802 (que constitui a comissão de monitoramento e avaliação educacional) e o inciso 2 do artigo 3, da portaria 1775 (que remete o compromisso de gestão em estabelecer o Dia D). No entanto, a sindicalista afirma que a portaria principal 3416 que institui o compromisso de gestão em estabelecer o Índice Guia de Avaliação de Desempenho ainda, não foi revogada.
“Queremos discutir democraticamente com a secretaria de educação, que de uma vez por todas, essa história de compromisso de gestão, de avaliação de desempenho seja banida do estado e que a gente construa coletivamente uma avaliação da educação, que passa não só pelo ensino (estudantes, professores e gestor), mas que permeia também pelas condições de trabalho, da estrutura física da escola, valorização profissional, material didático, da gestão que tem na escola se é democrática ou não. Deve avaliar a educação como um todo. Desde quem gerencia a secretaria até quem está no chão da escola e a partir daí apresentar soluções. Já levamos essa proposta para a secretária”, diz.
Ângela Melo avalia a suspensão temporária do Dia D como uma grande vitória para a categoria e para as partes que entenderam a necessidade de dialogar para construir uma avaliação. “Nada com imposição dá certo. O Dia D prejudica desde o assédio moral aos professores, estudantes e gestores, até demissões, porque todo o processo estabelecido gera constrangimento já que postam nas escolas em painéis nota de alunos, o desempenho do professor e da direção escolar”.
“Quando a gente faz análise do documento procura culpar a comunidade escolar em geral. Não especificamente o professor. O grande problema desse Dia D seria exatamente atribuir um parâmetro de condições da escola sem considerar o que é externo a ela, como falta de professor, de alimentação, condições de vida da comunidade em que a escola está inserida, tudo isso interfere no processo de ensino/aprendizagem”, explica a professora Leila Moraes.
Sobre a informação de professores terem denunciado ao Sintese que não estão recebendo a gratificação por interiorização (benefício concedido a educadores que trabalham em municípios diferentes do que residem), o sindicato relata que a secretária assegurou que até o fim de maio a situação estará normalizada. Já com relação ao pagamento de 22.22% de 2012, o professor Roberto Silva, da diretoria do sindicato, disse que na próxima quinta-feira (08), às 10h, a comissão paritária composta pelo Sintese, secretarias da Fazenda, Planejamento, e Educação, e a Procuradoria Geral, se reunirão para discutir como será pago. “A gente espera que já tenha resposta para trazer aos professores”, disse.
Matéria relacionada
Professores paralisarão no dia D de avaliação de desempenho da Seed

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
