Secretário adjunto da Saúde municipal participa de debate com médicos
Cotidiano 11/06/2013 16h48Por Fernanda Araujo
Na tarde desta terça-feira (11) foi convidado para um debate na sede do Sindicato dos Médicos (Sindimed), o secretário adjunto da Secretaria de Saúde de Aracaju, Petrônio Gomes. A proposta era que ele esclarecesse à categoria as ações do órgão ao longo desses cinco meses de nova gestão.
Os médicos aproveitaram a oportunidade para explanar sobre os problemas na Saúde do Município, como falta de medicamentos, equipamentos quebrados e médicos pedindo exoneração.
Além disso, o Sindimed solicitou ao secretário que definisse o que será feito com as duas unidades de saúde Fernando Franco e Nestor Piva, caso as Organizações Sociais (OS) sejam implementadas.
“De 500, 400 e poucos já pediram para sair. O que eles querem para as duas unidades de urgência ainda não se sabe. Vai entregar para uma OS e nem eles sabem o que querem. Isso é grave na nossa visão. Ou seja, não definiram como vai ser o atendimento, além disso, há falta de material de trabalho, dizem que ainda vai se fazer o processo licitatório. Já estamos em junho e nada”, critica o presidente do sindicato, João Augusto.
Segundo ele, a realidade é que não há nada definido do que será feito a partir das OS e dos vários problemas constatados nas demais unidades de saúde. “Em todas as unidades estão faltando medicamentos. Algumas têm ar condicionados quebrados. Tensiômetro na maioria das unidades começou a ficar sem porque está quebrado e não consertam, um já está quebrado há um mês ”, apontou.
Coletando as informações dos médicos, o secretário adjunto afirmou que vários projetos da Secretaria já estão entrando em atividade para tentar solucionar a situação da saúde, inclusive problemas nas UPA e UBS.
“A gente quer mais que isso seja acelerado, tanto nas unidades básicas, quanto no centro de especialidades, e também nas unidades de urgência, tudo está sendo movimentado. É uma grande engrenagem, tudo depende da outra. Algumas vezes há falhas, o grande problema da secretaria é unificar todas essas engrenagens para que possam atuar com rapidez. É isso que estamos tentando e vamos conseguir”, disse.
Dívidas e as OS
Com relação à dívida de 60 milhões de reais da Prefeitura na Saúde, o secretário afirmou que mais de 50% do débito foi abatido, e acredita que em pouco mais seis meses toda a dívida deverá ser paga, a partir daí administrando melhor o orçamento da secretaria.
Sobre as Organizações Sociais, ele afirma que o processo está no Supremo Tribunal Federal, e que até o momento a situação é favorável. “Dois ministros se posicionaram a favor. Não é uma coisa ilegal porque o Supremo não julgou ainda. Mas até o momento está 2 a 0 favorável à OS. A gente vai ter que aguardar. O MPE e demais órgãos podem se posicionar, mas quem pesa no final é o Supremo”.
Na próxima semana, na terça-feira, haverá uma nova discussão, dessa vez sobre a saúde da rede estadual. A convidada é a secretária de Saúde do Estado, Joélia Silva.

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