Secretária Nacional de Segurança se preocupa com Guardas Municipais
Ela defende um foco na prevenção e não na repressão Cotidiano 05/03/2013 19h00Por Sílvio Oliveira
A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki,concedeu entrevista à imprensa nesta terça-feira, 05, em Aracaju (SE), antes de proferir palestra sobre segurança pública e igualdade de gênero, dentro da programação do I Seminário Estadual de Mulheres, Segurança Pública e Direitos Humanos.
Ela falou sobre a posição da mulher no contexto profissional das delegacias e quartéis; sobre a busca pela igualdade de gênero e carreira, além de se colocar como um exemplo de mudança, por ser a primeira mulher a presidir a pasta da Segurança Pública no Brasil.
Um ponto da entrevista de Regina Miki foi sobre a função das Guardas Municipais. A secretária foi cautelosa, mas disse ter bastante apreço pela corporação, até por ter sido comandante de guarda por longo tempo. Ela afirmou ter uma grande preocupação diante da má interpretação de funções dos agentes em relação ao trabalho policial.
“Tenho o maior apreço, mas uma preocupação muito grande. Acho que a Guarda Municipal tem um papel a desempenhar dentro de um sistema público que é só dela: a prevenção. Às vezes se torna muito mais importante do que a repressão”, afirmou.
Para explicar sua alegação, a secretária destacou a regulamentação das Guardas Municipais através do parágrafo 8º do artigo 144 da Constituição Federal e corroborou a ideia de uma guarda cidadã, voltada à inclusão.
“Os policiais militares e civis são policiais do Estado e a qualquer momento podem ser removidos. O guarda municipal é servidor público municipal e tem o seu papel junto à comunidade. Ele tem o principal que uma polícia comunitária precisa: o vínculo com a comunidade. Meu receio é que esta corporação se perca e se queira uma disputa com a Polícia Militar. Temos que ter nossas competências dentro de um sistema”, explicou.

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