Secretaria de Estado da Saúde inicia campanha contra a Sífilis
Em Sergipe, foram constatados 148 casos em bebês só este ano Cotidiano 15/07/2013 18h30Por Fernanda Araujo
Durante todo o dia desta segunda-feira (15), a Secretaria de Estado da Saúde realizou uma ação de combate à Sífilis, na praça General Valadão, centro de Aracaju (SE). Até as 17h o teste rápido foi feito na unidade móvel da secretaria. Segundo o coordenador do Programa Estadual de DST/Aids, Almir Santana (foto abaixo), está dando início, de hoje até o dia 30 de agosto, a uma campanha de mobilização e incentivo.
“A sífilis é hoje uma doença que se transformou em um importante problema de saúde pública porque o adulto, quando a contrai, pode passar para a gestante e a gestante infectar o bebê. É uma das maiores causas de morte de bebês, aborto espontâneo e bebês nascendo com má formação”, explica o médico.
O resultado do teste rápido de sífilis sai
entre 15 e 20 minutos e hoje já atingiu em torno de 100 pessoas. Almir Santana lembra aos pacientes que esse procedimento não é o diagnóstico final. “É um teste de triagem. Se o reagente der positivo, o paciente vai ser passado para uma Unidade Básica de Saúde [UBS] e lá faz outro exame para confirmar”.A unidade móvel da secretaria somente estará no local hoje, no entanto, a promessa é que a campanha se estenda para vários pontos de Sergipe. Almir Santana revela que o teste será ampliado para os demais municípios, sendo feito em pelo menos uma UBS de cada.
A grande preocupação, ainda, é o aumento considerável desses casos no estado. De acordo com ele, somente este ano foram constatados 148 casos de sífilis em bebês.
“A sífilis tem aumentado principalmente em criança. Precisamos conter esse avanço. Esse trabalho é muito importante, incentivando as pessoas a fazer o teste. Estamos agora predominando nessas ações itinerantes, levando até as pessoas. Muitas vezes as pessoas não têm essa oportunidade. A gente chega onde elas estão, aí a motivação e a oportunidade surgem”, diz.
Entre outras ações, campanhas contra HIV também continuam. Para ele, as pessoas estão tendo menos receio e vergonha de fazer esses tipos de testes. “Para surpresa hoje como nós focamos a campanha só na sífilis e o povo começou a pedir exame de Aids, algo não esperado porque as pessoas antigamente tinham vergonha, e hoje não”, avalia.

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