Secretaria da Saúde nega morte por chikungunya em Sergipe
Cotidiano 17/01/2016 07h22Da Redação
A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde (MS) na última sexta-feira (15), mas não agradou a Secretaria de Estado da Saúde (SES) que não confirma a informação. Segundo balanço divulgado pelo MS em 2015, foram confirmadas, pela primeira vez no Brasil, três mortes por chikungunya, sendo duas na Bahia e uma em Sergipe. As três vítimas eram idosas (85, 83 e 75 anos) e apresentavam histórico de doenças crônicas. Atualmente, 84 municípios de 11 estados estão com transmissão autóctone (circulação) do vírus.
De acordo com o boletim epidemiológico semanal divulgado pela SES na última sexta, o primeiro caso de febre chikungunya foi confirmado no estado em 2014, tratando-se de 1 caso importado do município de Feira de Santana (Bahia). No ano de 2015, foram colhidas um total de 2443 amostras de casos suspeitos de Febre do Chikungunya, sendo que no mês de junho foi identificada a primeira amostra REAGENTE autóctone, no município de Aracaju. Deste então, já foram confirmados laboratorialmente 138 casos, em 23 municípios. Em 2016 já foram coletadas 149 amostras com duas amostras positivas. E não há registro de óbito pela doença.
Ações de combate
A presidenta Dilma Rousseff sancionou nesta sexta-feira (15) recurso de R$ 1,27 bilhão para o desenvolvimento das ações de vigilância em saúde, incluindo o combate ao mosquito Aedes aegypti, em 2016. A este montante será adicionado R$ 600 milhões destinados à Assistência Financeira Complementar da União para os Agentes de Combate às Endemias. Para intensificar as ações e medidas de vigilância, prevenção e controle da dengue, febre chikungunya e Zika também foi aprovado R$ 500 milhões extras, sobretudo, por conta da situação de emergência em saúde pública de importância nacional que o país vive.
Nesta semana, o Ministério da Saúde repassou aos estados R$ 143,7 milhões extras destinados a ações de combate ao Aedes aegypti. O montante enviado para Sergipe foi de R$ 1.658.842,43 milhões. O recurso foi garantido em portaria publicada no dia 23 de dezembro do ano passado e já liberado 100% aos estados no início desta semana. O Ministro da Saúde, Marcelo Castro, considera de fundamental importância este recurso extra para as ações nos estados e municípios. “Com este reforço financeiro, os estados e municípios vão poder potencializar as medidas de combate ao Aedes aegypti para evitar a transmissão de dengue, chikungunya e Zika”, explicou.
O ministro orienta que os cuidados com o mosquito devem ser redobrados nesta época do ano, período de maior incidência das doenças. “É preciso que todos se mobilizem para combater este mosquito. É muito importante sempre verificar o adequado armazenamento de água em suas casas, o acondicionamento do lixo e a eliminação de todos os recipientes sem uso, que possam acumular água e virar criadouros do mosquito”, recomendou Marcelo Castro.
Os repasses de recursos do Ministério da Saúde para o combate ao mosquito têm se mantido crescentes ao longo dos anos. Somente no ano de 2015, foi liberado R$ 1,25 bilhão. Em 2011, este montante era de R$ 970,4 mil, o que representa um aumento de 28,8% nos recursos nos últimos cinco anos. O Ministério da Saúde também investiu, no ano de 2015, R$ 23 milhões na aquisição de inseticidas e larvicidas. Além das ações de apoio a estados e municípios, o Ministério da Saúde realiza a aquisição de insumos estratégicos e kits de diagnósticos, para auxiliar os gestores locais no combate ao mosquito.

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