Seca: regras devem ser estabelecidas para uso racional da água
Estiagem afeta mais de 170 mil pessoas em Sergipe. Assunto é debatido no XIII Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste, em Aracaju
Cotidiano 08/11/2016 10h07 - Atualizado em 08/11/2016 11h56

Por Fernanda Araujo

O Nordeste enfrenta uma das piores secas dos últimos cinco anos. O período de estiagem já afeta a vida de milhares de nordestinos, como também a economia do país – estima-se um prejuízo de 8 bilhões de dólares. A falta de chuvas já compromete cerca de vinte municípios sergipanos, em situação de emergência, ao todo são mais de 170 mil pessoas afetadas.

Esse assunto começa a ser debatido no XIII Simpósio de Recursos Hídricos no Nordeste, sediado em Aracaju, com a realização de 18 palestras e cinco oficinas, além da apresentação de mais de 300 trabalhos. Na manhã desta terça-feira (8) aconteceu a oficina sobre o Marco Regulatório da Água, que deve estabelecer regras nos próximos anos para o uso racional da água. Participam operadores de reservatório e órgãos gestores de recursos hídricos.

“A água que a gente vai ter para passar o período da seca depende do que acumulou na estação das chuvas, se a gente não usar com parcimônia e segundo regras bem definidas de convivência a gente não consegue passar o período de estiagem”, afirma Wesley Souza, coordenador do marco regulatório da Agência Nacional de Águas (ANA).

Cidades como Campina Grande, na Paraíba, região com 500 mil habitantes, já enfrenta o racionamento da água. Segundo o coordenador, a vazão do manancial demandada para a região é metade do que é necessária. “O racionamento lá é de 68 horas por semana. O registro fecha sábado à tarde e abre quarta de manhã. A irrigação foi toda suspensa. Se não fosse colocada essa regra, arrisco dizer que a água teria acabado e a cidade estaria um caos. É isso o que a gente quer evitar. Se for preciso a gente tem que pactuar e formalizar essas regras, porque senão a gente chega numa situação muito pior”, relata.

Em decorrência da longa estiagem, estados como Ceará, Paraíba e o Rio Grande do Norte também estão em colapso de abastecimento. Em Sergipe, já se tem prejuízo na produção de grãos e de alimentos em geral, como explica o superintendente de Recursos Hídricos do Estado, Ailton Rocha.

“Discutir gestão de água em momento de escassez hídrica é um desafio para todos nós. Esperamos que durante esses dias de debate a gente possa agregar conhecimento, aprimorar esse poder de tomada de decisão, para que a gente possa fazer essa gestão de recursos hídricos num ambiente semiárido cada vez mais profissional”, acrescenta.

Fotos: F5 News

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