Seca é tema de audiência pública na Assembleia Legislativa
Cotidiano 26/03/2013 16h26Por Adriana Meneses
Na tarde dessa terça-feira (26) diversos representantes de órgãos públicos e movimentos sociais se reuniram em uma audiência pública, na Assembleia Legislativa de Sergipe, com objetivo de discutir junto aos parlamentares ações de combate à seca, que já ultrapassou a região semi-árida do Estado.
Um dos convidados especiais da audiência pública foi o chefe geral da Embrapa Semiárido, Natoniel Franklin (foto ao lado), que traçou um panorama relacionado à seca no nordeste brasileiro, em especial na região do semiárido, e falou sobre algumas tecnologias desenvolvidas pela Embrapa para a convivência e enfrentamento do problema. “Durante a nossa apresentação pretendemos apresentar a diversidade de ambientes que existe nessa região tão castigada pela seca, e discutir com os demais participantes possíveis alternativas e direcionamentos para as políticas públicas do Estado”, disse.
Ainda segundo Natoniel Franklin, de acordo com estudos e pesquisas feitos pela Embrapa, o ano de 2012 foi marcado pela maior seca dos últimos 40 anos no Brasil, e o ano de 2013 deverá seguir a mesma tendência. “Infelizmente esse ano não será um dos melhores relacionados à seca. Então, temos que agir com ações de remanejamento de rebanho, liberação de linhas de crédito e alinhamento dos produtores para tentar minimizar os efeitos da seca”, afirmou.
Quem também participou da audiência pública na Assembleia Legislativa foi o diretor do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Esmeraldo Leal ( foto ao lado), Em sua análise, o evento é de suma importância para que se chegue a uma solução para combater o cenário da seca que está destruindo o nordeste brasileiro, inclusive Sergipe. “Estamos numa fase terrível no nordeste, vivenciando uma das piores secas dos últimos 40 anos e Sergipe vem passando por uma situação difícil, não só na região do alto sertão, mas em mais de 50% do estado. Esperamos que com essa audiência algumas soluções sejam tomadas para minimizar o sofrimento desse povo que, em muitos casos, não tem nem água potável para beber”, salientou.

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