Saúde confirma 77 casos de microcefalia em Sergipe
Cotidiano 31/05/2016 14h45Da Redação
Passou de 231 para 233, em Sergipe, o número de casos notificados de microcefalia e outras alterações no sistema nervoso em bebês provocados por agentes infecciosos, entre eles o vírus Zika.
Conforme dados do boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (31), já são 77 casos confirmados, 27 a mais do que na semana passada, e 43 descartados. Nove evoluíram para óbito e 114 casos encontram-se em processo de investigação.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, os casos de microcefalia estão distribuídos em 53 municípios sergipanos. A região de Aracaju ainda aparece com maior número de notificações (84), seguida pelas regiões de Nossa Senhora do Socorro (40), Estância (32) e Itabaiana (26). Na capital estão sendo investigados 38 casos notificados, sendo 31 já confirmados, Outros 16 casos foram descartados para microcefalia relacionada à infecção congênita.
Entre os casos de microcefalia foram coletadas algumas amostras de sangue de parturientes e crianças do município de Itabaiana, em pesquisa realizada em parceria com pesquisadores da USP. Foram identificados anticorpos para o Zika vírus em sete das oito amostras maternas coletadas, e em quatro das oito amostras coletadas dos bebês.
Além das amostras coletadas na pesquisa em parceria com a USP, foram coletadas, em 41 municípios, 1.637 amostras de casos suspeitos de Febre do Zika, enviadas ao Laboratório Central de Sergipe pelos municípios, das quais 24 foram positivas.
Malformação
A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Além da microcefalia, já se sabe que a infecção pelo vírus Zika em gestantes também pode ocasionar problemas na visão, no coração e outros problemas neurológicos no feto.
A microcefalia pode ser causada por diversos agentes infecciosos além do Zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.
O Ministério da Saúde orienta as gestantes a adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição a mosquitos, adotando procedimentos como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.
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