Saúde alerta para risco de proliferação do aedes aegypti
Cotidiano 23/10/2016 12h10

Por F5 News

Manter a caixa d’água bem fechada, colocar areia nos pratinhos de planta, guardar garrafas e baldes vazios de cabeça para baixo, tampar bem e lavar com bucha e sabão os tonéis e depósitos de água. São atitudes simples, mas que podem ser bastante eficazes na luta contra um inimigo comum da sociedade: o mosquito Aedes aegypti.

 Com a proximidade do Verão, os riscos aumentam. É que a reprodução do vetor é mais intensa nesse período, em decorrência da chuva irregular e a temperatura alta. Além disso, os ovos do mosquito podem durar até 450 dias, mesmo em um local seco, mas com umidade.

 “Se nesse período a área receber água novamente, o ciclo do Aedes se inicia e ele vira adulto em poucos dias. Por isso, esses cuidados simples, mas indispensáveis, devem ser realizados semanalmente”, enfatiza a coordenadora do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde, Sidney Sá.

 Segundo ela, a prevenção, aliada à limpeza e eliminação dos focos, continua sendo a principal arma da população contra o Aedes que, além de Dengue, causa também Febre Chikungunya e Zika Vírus – este último tido, ainda, como uma das causas da Microcefalia em bebês.

 “Um mesmo mosquito está associado a três doenças perigosas, com consequências gravíssimas para quem é infectado. Não é possível que ele sozinho seja capaz de vencer uma sociedade inteira”, afirma Sidney Sá.

 A secretária de Estado da Saúde, Conceição Mendonça, lembra que 82% das larvas estão em reservatórios nas próprias residências, o que exige um cuidado muito maior para evitar a proliferação do mosquito.

 “A vigilância deve acontecer dentro e fora de casa, em toda a comunidade. É preciso que os municípios também intensifiquem suas atividades, fiscalizando terrenos baldios, praças, piscinas públicas, locais que podem servir de ponto para o nascimento do Aedes aegypti”, alerta Mendonça.

Casos 

De acordo com o último levantamento divulgado pela SES, este ano, 3.217 casos prováveis de dengue foram notificados em 70 municípios sergipanos, dos quais 1.673 foram confirmados. Já a Febre Chikungunya registrou 7.801 casos suspeitos e teve mais de cinco mil confirmações. A Zika tem 29 casos confirmados no estado dos 317 já notificados.

*Com SES

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