Sargento Edgard é acusado de fraude por presidente da Amese
Cotidiano 20/08/2014 09h10

Por Marcio Rocha

O presidente da Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese), sargento Jorge Vieira da Cruz, efetuou acusações graves contra o seu antigo vice-presidente e ex-presidente interino da instituição, sargento Edgard Menezes, entre as quais, implica a acusação de fraude nas contas da associação.

Vieira, em conversa com a reportagem F5 News, disse que o sargento Edgard, enquanto presidente em exercício da entidade, durante o afastamento de Vieira, que foi excluído dos quadros da Polícia Militar, após a tentativa de eleição, pelo período de um ano entre 2012 e 2013, não realizou a prestação de contas da associação e que Edgard deixou a entidade com dívidas trabalhistas, além de pendências com uma empresa de telefonia celular, colocando a Amese no SPC e Serasa. Também pesa sobre ele, a acusação feita por Vieira, de contratação de uma funcionária particular, custeada pelos recursos da associação.

“O sargento Edgard, quando esteve presidente da entidade, fez uma verdadeira bagunça na Amese. Ele demitiu uma funcionária que trabalhava aqui regularmente, para poder ter como contratar uma empregada particular para sua casa, recebendo pela associação. Como eu vou saber quem é a funcionária que não trabalha na empresa? Ela foi contratada por Edgard e recebeu vários meses de salário pela Amese. A mulher foi contratada para tomar conta do neto dele, nunca vimos essa senhora na associação e ela recebia por lá”.

A documentação recebida por F5 News, contém o contracheque original da funcionária, documentos relativos à sua contratação e o período exercido da suposta atividade pela Amese, quando nunca lá esteve. Além disso, também existem os balancetes que dão somados um valor superior a 68 mil reais, sem que Edgard houvesse prestado contas dos gastos. As acusações feitas por Vieira foram formalizadas e houve a instalação de procedimento disciplinar administrativo contra Edgard, que segundo Vieira, não se dispôs a responder o processo.

“Edgard foi julgado à revelia, pois demos todo o direito de ampla defesa para ele e ele não se prontificou em responder. Fizemos várias notificações pelo correio, jornais e correspondência eletrônica, mas não houve resposta. Na véspera do julgamento, ele deu entrada com um atestado médico e nós mudamos a data. Mesmo assim, ele continuou não atendendo as convocações para explicar o porquê das irregularidades”.

Após o julgamento feito sem a presença de Edgard, devido ao seu desinteresse em responder às acusações, os membros da Associação dos Militares de Sergipe expulsaram o sargento Edgard Menezes da Amese. Vieira destacou que há um inquérito policial e um processo judicial correndo contra o militar.

A reportagem F5 News buscou contato com o sargento Edgard Menezes, mas não foi atendida em nenhuma das chamadas. As informações indicam que Edgard está em compromissos de campanha, por conta de sua candidatura a deputado estadual.

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