São Cosme e São Damião: devotos já estão com oferenda pronta
No catolicismo e no candomblé, santos gêmeos ganham homenagens
Cotidiano 27/09/2012 19h30

Por Míriam Donald

Para comemorar o dia dos santos gêmeos Cosme e Damião, celebrado nesta quinta-feira (27) pela Igreja Católica em todo o Brasil, católicos, devotos e aqueles que cultivam a crença preparam o caruru para distribuir como oferenda e penitência, seguindo uma tradição secular.

Na capital sergipana, alguns fiéis romperam com a prática usual dos brasileiros, de deixar tudo para a última hora. A aposentada Ângela Pereira Santos, por exemplo, afirmou ter comprado os ingredientes aos poucos, e há uma semana já tinha tudo o que precisava.  “O caruru já está pronto para distribuir à noite”, disse antes do fim da tarde. Questionada sobre o custo para preparar o prato, ela afirmou que depende da quantidade. “No caso de um caldeirão, a pessoa deve gastar mais de 50 reais”.

Uma curiosidade foi o aumento do preço do quiabo, um dos ingredientes usados - entre a castanha, amendoim, camarão defumado, cebola, limão, sal, alho, pimenta e gengibre. No mercado central, os preços variam entre R$ 8 e R$ 10.

A vendedora Williene Cruz disse que o aumento se deu por conta dos produtores que também passaram a cobrar mais.  Para quem quis fazer um caldeirão, não gastou menos que R$ 12 na compra da castanha, preço equivalente a meio quilo do ingrediente.  Já uma garrafa de 150ml dendê e  100 gramas de gengibre,  condimentos especiais, custam R$ 3 e R$ 1 real respectivamente. Segundo a vendedora Milena Santos, as vendas dos temperos aumentaram nesta semana.

História

De acordo com o catolicismo, os irmãos Cosme e Damião nasceram na Arábia, no século III. Assim que os meninos gêmeos foram para a Síria para estudar medicina; se estabeleceram na Egéia da Cilícia, onde foram acusados de ser cristãos, curar os enfermos com suposta magia e não obedecer ao edito imperial, que ordenava fazer sacrifícios aos deuses pagãos. Há várias versões de suas mortes no início do século IV. Uma delas aponta que se deu por não negarem a fé em Cristo e a outra foi porque eles realizavam milagres e por isso teriam sido amarrados e jogados em um abismo sob a acusação de feitiçaria e de serem inimigos dos deuses romanos.

A celebração da data também é feita no Candomblé, onde entra em cena o sincretismo religioso. Para os praticantes, eles são os ‘Ibejis’, divindades gêmeas africanas.

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