Samu 192 Sergipe registra redução do número de trotes
Cotidiano 12/03/2015 08h40

Dados estatísticos levantados no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe), unidade gerenciada pela Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), apontam para a redução do número de chamadas falsas, emitidas através do ramal. No período entre 7 e 31 de janeiro dos anos de 2014 e 2015, foi registrada a diminuição desse tipo de chamada em 16,43%, tendo no primeiro ano a contabilização de 2.240 trotes e no ano seguinte, de 1.872. Um dado positivo, segundo a superintendente do Samu, Conceição Mendonça.

"Os números sugerem a conclusão de que os cidadãos sergipanos estão compreendendo melhor a importância da assistência pré-hospitalar móvel para casos de urgência. Pacientes vítimas de traumas diversos, AVC, ferimentos por armas de fogo e branca ou com diminuição do nível de consciência, que há anos não contavam com o suporte dos socorristas, agora têm maiores chances de receber atendimento no local da ocorrência e de serem removidos para uma unidade de saúde especializada, conforme a complexidade de cada caso", analisou Conceição.

Diferente do último período analisado, o envio de trotes para o Samu 192 Sergipe sofreu acréscimo de 3,09% entre 7 e 31 de janeiro dos anos de 2013 e 2014. Em 2013, 2.171 chamadas foram registradas como falsas. Segundo o gerente de Regulação Médica, Joselito Monteiro, o percentual de trotes chega a abarcar mais de 60% do número total de chamadas.

"Ao receber uma ligação falsa, as equipes do Samu deixam de conduzir um caso configurado grave, referente a um paciente que pode até mesmo ser um familiar de quem a emite. Os usuários precisam fazer bom uso do Serviço, seja compreendendo a sua real atribuição na sociedade, seja evitando trotes, ação essa considerada crime, uma vez que destinado à um serviço de utilidade pública, como é o caso do serviço de urgência", alertou o gerente de Regulação do Samu 192 Sergipe.

Regulação

Ao ligar para o 192, quem solicita atendimento móvel pré-hospitalar de urgência recebe orientações dos profissionais da Central de Regulação do Samu. Quem atende é o telefonista auxiliar de regulação médica/rádio operador (TARM/RO) que identifica o motivo da ligação, a pessoa que ligou e a vítima, checando o endereço informado e seu respectivo ponto de referência para facilitar a localização.

O médico regulador, por sua vez, também mantém contato com o requisitante e oferece as devidas orientações, além de definir sobre o envio ou não de viatura, o tipo de atendimento, se de suporte básico ou avançado, entre outras questões. Na própria Central de Regulação, profissionais do Samu registram números utilizados por falsos usuários no sistema E-SUS, disponibilizado pelo Ministério da Saúde para organizar o recebimento das chamadas telefônicas feitas pelo 192.

Fonte: Agência Sergipe

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