Rolezinho de Aracaju tem data, hora e local marcados para acontecer
Cotidiano 15/01/2014 18h30Por Sílvio Oliveira
Sábado, dia 18 de janeiro, às 18h, no shopping Jardins. Esses são data, horário e o local que vêm circulando nas redes sociais, com o objetivo de acontecer o primeiro rolezinho de Aracaju (SE). O jornalista Arthuro Paganini foi o criador da fan page na internet e disse que, diferente do que vem acontecendo em outros estados, o rolezinho será para reunir pessoas em torno do questionamento sobre a discriminação e como forma de criar um espaço para lazer, passear e fazer novos amigos.
A princípio, o post do jornalista em uma rede social teve o intuito de mostrar o que vem acontecendo fora do estado, mas não provocar manifestações. Porém, a publicação vem ganhando adeptos e já somam mais de 193 participantes até o final da tarde desta quarta-feira (15). “Que não seja um tipo de manifestação negativa, mas que acabe sendo um momento de discussão”, destacou.
Encontro pacifico
Alguns usuários das redes sociais têm sugerido que o encontro seja uma forma pacífica de protestar contra a falta de espaços para bicicletas. Por conta disso, sugere que os “rolezeiros” vão ao encontro de bicicleta.
Arthuro Paganini disse que o verdadeiro sentido do rolezinho tem sido deturpado, posto que, inicialmente, era para ser um encontro de jovens de São Paulo.
Para ele um grupo de turistas que vão ao shopping também pode ser considerado um rolezinho, tanto quanto um grupo de pessoas em passeio de bicicleta, ou até mesmo uma quantidade de estudantes que vão ao cinema. “Rolezinhos são pequenos passeios e em São Paulo houve uma criminalização por conta de algumas situações. Rolezinhos acontecem diariamente. Sei que precisa ter cuidado com a violência e os furtos. Nos shows há roubos e furtos e nem por isso são cancelados”, argumentou.
Para ele, o shopping é um espaço privado com função social e deve ser regido pelo direito público. “A forma como houve a repreensão orquestrada por policiais e empresários tornou uma discussão bem mais ampla em protestos e discriminação social em São Paulo. Passou de um encontro marcado nas redes sociais para um fato político e formas de protesto”, afirmou.
Sem novidades
Em Sergipe, os encontros marcados via internet não são novidades, e shoppings de Aracaju já conviveram com uma onda parecida com a que ocorre em outras localidades atualmente.
Entre os anos de 1995 a 2000, muitos jovens marcavam encontros na porta C de um shopping da capital e na praça de alimentação de outro shopping, e ali permaneciam por um longo tempo. Um desses grupos tinha até denominação: o Aloha Pis. Por vezes, os seguranças tiveram que intervir, bem como a polícia. Houve momentos em que grupos entraram no shopping e provocaram tumultos, até mesmo se enfrentaram.
F5 News entrou em contato com a Assessoria de Comunicação do shopping Jardins, mas até a publicação da matéria ainda não havia se pronunciado.
Foto: Ilustração

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