Rodoviários podem deflagrar greve na próxima semana
Categoria amplia prazo para negociação, mas sem avanços, a paralisação é iminente. Cotidiano 15/03/2017 06h57 - Atualizado em 15/03/2017 07h29Por F5 News
Após mais uma rodada de negociações os rodoviários seguem sem perspectiva de aumento, mesmo assim, durante assembleia realizada nesta terça-feira (14), decidiram dar mais um prazo para que a classe patronal apresente uma proposta, caso contrário à categoria promete deflagrar greve na próxima quarta-feira (22).
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Aracaju (Sinttra), Francisco de Assis, após mais uma semana de negociação não houve avanço. “Os empresários alegam que não podem dar aumento já que não houve reajuste na tarifa e que ainda vivem os efeitos da crise”, explicou.
Na semana passada a única proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (Setransp), que representa a classe patronal, foi à alteração da data base de março para dezembro. A proposta foi rejeitada pela categoria. “O salário já está defasado e com essa mudança só iria defasar mais ainda. Passaríamos o ano de 2017 sem nenhum reajuste. Na lógica seria um congelamento do salário”, contesta o secretário do Sinttra, Valtenes Porto.
Reivindicações
Os trabalhadores rodoviários querem reajuste salarial e no ticket em 15%; incluir dependentes no plano de saúde, sendo que a empresa cumpra com o pagamento de 40%; jornada de 40h semanais; estabilidade ao trabalhador que estiver, comprovadamente, a dois anos do direito de aposentadoria; ticket alimentação após retorno da licença maternidade; por fim, não descontar do ticket em caso de acidente de trabalho.
F5 News procurou o Setransp, mas não obteve êxito. Em nota enviada ao portal, na semana passada, o Sindicato alegou que ainda não conseguiu formalizar uma proposta para os trabalhadores porque o número de usuários do transporte coletivo caiu mais de 14% entre 2014 e 2016 por conta da retração dos setores produtivos acompanhado da redução dos postos de trabalho.

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