Rita Lee lamenta episódio com policiais
Cotidiano 08/11/2012 17h15

Por Aline Aragão

A cantora Rita Lee chegou ao fórum Fernando Ribeiro Franco, no bairro Santa Maria, em Aracaju, por volta das 8h da manhã desta quinta-feira (8), na companhia dos advogados, do marido Roberto Carvalho e de amigos como a vereadora Heloísa Helena (PSOL/AL).

As audiências de conciliação, instrução e julgamento foram conduzidas pela juíza substituta Andréa Caldas, da 1ª vara criminal da comarca de Nossa Senhora do Socorro. No processo, 35 policiais militares pedem indenização por danos morais à cantora, alegando que sofreram ofensas em um show realizado em janeiro, na cidade de Barra dos Coqueiros. Entre ofensas e desacato xingamentos como "cavalos, cachorros e filhos da puta". Cada policial pede indenização no valor de 40 salários mínimos, totalizando R$ 24.880 reais, cada.

Para o advogado dos militares, Plínio Karlo, as provas existentes são suficientes para mostrar que houve desacato. Ele disse que vídeos, depoimentos e declarações divulgadas nas redes sociais serão utilizadas no processo.

Vários policiais comparecem ao julgamento, mas apenas seis foram ouvidos, sendo um escolhido pela juíza e cinco escolhidos pela defesa de Rita Lee. A audiência teve inicio às 10h com os depoimentos dos policiais. Segundo o coronel Adolfo Menezes, que era comandante do batalhão durante o episódio ocorrido na madrugada do dia (29) de janeiro, após serem ouvidos pela juíza, os policiais tiveram que sair da sala de audiência. “Ela disse para a juíza que estava incomodada com a nossa presença e a juíza pediu pra gente sair”, disse Menezes.

Por volta das 10h30min a defesa de Rita Lee apresentou uma proposta de retratação pública que foi rejeitada pelos militares. O coronel Adolfo foi contundente e disse que essa atitude era vergonhosa, “Uma proposta dessa não era nem pra ser apresentada”, falou.

Outra proposta foi apresentada, onde os advogados da cantora pediam que as indenizações não ultrapassassem o valor de R$ 40 mil, sob pena de “causar dano inestimável ao patrimônio da requerente”. Essa proposta também não foi aceita.

Em defesa de Rita Lee foram ouvidos o marido Roberto Carvalho, uma amiga que participou do show e a vereadora Heloisa Helena, que também estava no show. Por último, foi a vez da cantora mostrar a sua versão.

Após quatro horas de duração, a audiência chegou ao fim. Segundo o advogado Plínio Karlo, a sentença deverá sair em três ou quatro dias, mas ele avalia como positivo o resultado.

Na saída a ex-senadora Heloisa Helena disse que estava consciente do seu papel. Questionada sobre o exagero da cantora durante o show, ela rebateu: “exagero sim, mas não foi maior do que a brutalidade deles, por isso estou aqui”.

Rita Lee deixou a sala de audiência com as mãos levantadas com o sinal de “paz e amor”. Ela disse que estava feliz, pediu desculpas aos sergipanos afirmando que lamentava tudo que estava acontecendo e colocou também que pretende voltar logo ao estado para fazer outros shows. ”Eu amo essa cidade, tenho amigos aqui, quero voltar em situações diferentes dessa, quero fazer shows aqui em Aracaju”.

Ao ser questionada sobre o fim da carreira, Rita piscou o olho e deixou claro que está longe de se aposentar.

Outros processos correm na justiça sergipana contra a cantora, alguns civis nas varas 6ª, 7ª, 9ª e 15ª e um criminal no fórum da Barra dos Coqueiros.

 

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