Riachuelo realiza Fórum de Enfrentamento à Violência Sexual
Cotidiano 20/05/2013 15h16

Os problemas referentes à violência sexual contra criança e adolescente não são nada recentes. Ciente da complexidade do assunto, que requer, necessariamente, o envolvimento de vários setores da sociedade para o seu enfrentamento, a Secretaria Municipal de Assistência Social realizou, na última semana, o I Fórum de Enfrentamento a Violência Sexual Contra Criança e Adolescente. O evento aconteceu no Centro de Artesanato, e contou com a presença de secretários, vereadores e representantes do Conselho Tutelar.

Durante a abertura, a Secretária Municipal de Assistência Social, Miraci Correa, falou sobre a iniciativa. “Uma das principais finalidades do fórum é o fortalecimento das redes municipais para integrar um conjunto de programas e ações do governo. Devem ser desenvolvidas e aplicadas metodologias de intervenção local capazes de desencadear respostas efetivas para a superação da violação dos direitos da criança e do adolescente”, explicou Miraci.

“Uma das principais propostas é que os profissionais da Atenção Básica passem a identificar os casos de violência”, acrescentou a secretária de Saúde, Sonaly Melo. A gestora da pasta lembrou ainda que os profissionais de saúde assumem uma posição estratégica frente ao problema, com condições de intervir, notificar e encaminhar cada caso específico para o órgão especializado.

No início de sua explanação, o vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos das Crianças e Adolescentes, Danival Falcão, apresentou o fato principal sobre a Mobilização do 18 de maio. “Esta data lembra um crime violento em que a pequena Aracelli de Vitória (ES), de oito anos, foi morta, estuprada e teve seu corpo desfigurado por ácido”, relembrou Falcão. Ele informou também a dificuldade em manter atualizado o Sistema de Informação para Infância e Adolescência (SIPIA).

“Quem deveria informar sobre os dados de violação de direitos era o Conselho Tutelar, mas há dificuldade, pois não registram. Se o conselho não for o primeiro a ser notificado, que seja o segundo, para que nenhum fato passe sem ser registrado”, explicou o vice-presidente do Conselho Estadual. Para a agente de saúde Ana Lúcia de Jesus, é importante divulgar para a população que existem serviços de atendimento para crianças e adolescentes que foram abusados sexualmente. "Às vezes as crianças temem falar sobre esses assuntos com os pais e se abrem com a gente, por isso é de fundamental importância nossa contribuição”, explica a agente.

Fonte e foto: Asscom

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