Representante do Makro fala sobre incêndio de loja ao MP/SE
Cotidiano 24/05/2017 15h31 - Atualizado em 24/05/2017 17h12Por Sthephani Bispo
Nesta quarta-feira (24), no Ministério Público de Sergipe (MPSE), a promotora da Promotoria dos Dreitos do Consumidor, Euza Missano realizou uma audiência com o representante do Makro Atacadista para esclarecer mais sobre o incêndio que destruiu uma loja do grupo em Aracaju no início deste ano.
Conforme o representante, Obedi de Oliveira Neves, que faz parte do departamento jurídico do Makro, atomou empresa conhecimento do ocorrido poucas horas depois e obteve informações por parte do gerente da loja de Aracaju. Se tratando de um incêndio de grandes proporções, a preocupação da diretoria da empresa, inicialmente, foi com relação à existência de vítimas e às condições de seus empregados.
A diretoria da empresa foi convocada e criou uma comissão para gerenciamento de crise, tendo Obedi se deslocado para Aracaju no dia seguinte, quando esteve com engenheiros, setor operacional e de recursos humanos da empresa.
Ainda conforme Obedi, no terceiro dia logo após com o MP, tomou a providência de isolar a área do ocorrido, deixando vigilância necessária, e que tomou conhecimento do pedido do Ministério Público para que a Vigilância Sanitária fizesse fiscalização na área, pelo forte odor e ainda com restos do material do incêndio.
Neves confirma ter recebido relatório da vigilância e informa que as providencias foram adotadas, nos moldes solicitados pela Vigilância Sanitária e que o Makro contratou uma empresa para auxiliar o Corpo de Bombeiros na retirada do material, facilitando a realização da perícia e também para melhor cessar o efeito do incêndio.
O atestado de regularidade junto ao Corpo de Bombeiro Militar de Sergipe (Cbmse) estava de fato vencido desde o dia 21 de julho de 2016. O representante acrescenta que o atestado de regularidade importa em um processo e não somente na emissão de um documento; que a empresa precisa contratar os serviços especializados para avaliação dos seus instrumentos de segurança e após validação e certificações apresentar ao Corpo de Bombeiros, para que seja feita a inspeção e até mesmo eventuais correções necessárias.
Conforme Obdias, o Makro estava justamente nessa fase, já tinha algumas empresas contratadas para execução desses serviços, cujo relatório seria apresentado posteriormente ao Corpo de Bombeiros, mas foi quando ocorreu o incêndio.
Obedi disse não saber informar porque o CBMSE afirmou não ter identificado brigadistas quando chegou ao local, já que no momento havia oito brigadistas em serviço e atuaram evacuando a área, já que no momento existiam 50 clientes e 40 funcionários. Acrescentou ainda que seus brigadistas foram treinados pelo Corpo de Bombeiro de Sergipe e o certificado acredita estar na validade.
Para finalizar o representante disse que o objetivo do Makro é a reconstrução da loja, e informa que mantêm os pagamentos de salários de seus empregados e obrigações sociais até a presente data.
O incêndio
O fogo começou a se alastrar no fundo da loja por volta das 17h30 do dia 10 de janeiro e se espalhou rapidamente, tomando quase todo o prédio. Os bombeiros só conseguiram controlar as chamas quase dez horas depois, utilizando cerca de 800 mil litros de água, além de uma espuma retardante de fogo, usada para esfriar a área do restaurante, onde havia a maior concentração de materiais combustíveis. Não houve registro de vítimas

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