Rendimento médio mensal do sergipano teve aumento de 10,4% em 2013
Cotidiano 22/09/2014 19h30Da Redação
Na última quinta-feira, 18, foram anunciados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2013, na qual é apresentado um levantamento retratando aspectos demográficos e socioeconômicos de todo o país.
Visando trazer a realidade da pesquisa para o Estado, o Observatório de Sergipe, órgão da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), fez um recorte desses dados no Estado, comparando-os ao ano de 2012.
A PNAD é realizada pelo IBGE desde 1967 e apresenta informações sobre população, migração, educação, trabalho, rendimento e domicílios para Brasil, grandes regiões, estados e regiões metropolitanas. Este ano, após a divulgação, os dados tiveram que ser revistos para as unidades federativas que possuem mais de uma região metropolitana. Esta revisão não gerou alteração nos dados originalmente divulgados referentes a Sergipe.
Entre os dados recortados para Sergipe estão questões relacionadas aos aspectos demográficos e socioeconômicos, incluindo o rendimento médio mensal das famílias sergipanas. “Vale salientar que os resultados de 2012 foram reponderados pelo IBGE com base na última projeção populacional”, explica o superintendente de Estudos e Pesquisas da Seplag, Marcel Resende.
População
De acordo com o levantamento, a população de Sergipe foi estimada em 2,202 milhões de pessoas, o que representa um aumento de 2,4% em comparação ao ano anterior, quando havia 2,151 milhões de pessoas. As mulheres continuam a maioria, sendo 50,5% do total. As pessoas de 60 anos ou mais de idade corresponderam a 10,9% da população, 0,5 ponto percentual maior que em 2012.
Cor e Raça
Segundo o critério de declaração de cor ou raça, os pardos somam 1,4 milhões de pessoas, correspondendo a 63,8%; 27,5% se declararam de cor branca (605 mil); 8% de cor preta (177 mil); e 15 mil declararam outra cor ou raça (indígena e amarela), o que corresponde a 0,7%.
Aspectos socioeconômicos
Através do recorte realizado pelo Observatório de Sergipe foi possível constatar que o Estado possui 649 mil domicílios que apresentaram algum rendimento. Entre 2012 e 2013, o rendimento médio mensal domiciliar passou de R$ 2.016 para R$ 2.226, um aumento de 10,4%. Em 2013, 11,8% dos domicílios sergipanos que declararam ter algum tipo de rendimento contavam com até um salário mínimo por morador do domicílio.
A pesquisa constatou ainda que o rendimento médio mensal de todas as pessoas de 15 anos ou mais ocupadas, foi estimado em R$ 1.181, valor que representa 15,33% acima do estimado no ano de 2012 (R$ 1.024).
Outro dado relevante e positivo para o Estado de Sergipe diz respeito ao crescimento do rendimento médio mensal do sergipano. O levantamento apontou que, entre 2012 e 2013, houve um aumento médio de 9,9% no rendimento médio mensal do trabalho principal, partindo de R$ 1.124 para R$ 1.236. Este crescimento foi puxado pela classe que recebe entre 2 e 3 salários mínimos, cuja variação entre os dois anos foi de 11,8% (de R$ 1.531 para R$ 1.711). Já as pessoas pertencentes à classe de mais de 20 salários mínimos viram os seus rendimentos reduzirem em 7,5% de um ano para o outro (de R$ 27.623 para R$ 25.689).
Vale ressaltar que Sergipe teve ainda um crescimento no rendimento das pessoas com empregos formais, ou seja, com carteira assinada. “Esse crescimento foi de 26,02%. Em 2012 essas pessoas recebiam em média R$ 1.026 e passaram a receber, em 2013, R$ 1.293”, frisa o superintendente de Estudos e Pesquisas.
Vida estável
Estima-se que Sergipe possuiu, em 2013, 690 mil domicílios particulares permanentes, o que corresponde a 4,1% de acréscimo em relação ao ano anterior, quando o Estado registrava 663 mil domicílios desse tipo. No tocante à condição de ocupação, a pesquisa revelou que 74,54% desses domicílios, em 2013, eram próprios; 18,49% alugados, 6,65% cedidos e 0,31% em outra condição.
Com relação à posse de bens duráveis, observou-se um incremento no número de domicílios com fogão (38 mil domicílios passaram a possuir esse bem, alcançando 98,29% das unidades domiciliares em 2012 e 98,85% em 2013); televisão (36 mil a mais, alcançando 96,73% em 2012 e 97,12% em 2013); e máquina de lavar (11 mil a mais). Já o número de domicílios que possui microcomputador em casa foi o mesmo de 2012, 220 mil.
No tocante aos veículos, em 2013, houve um acréscimo de 13,84% no número de domicílios em que ao menos um morador possuía carro (22 mil a mais, aumentando de 23,9%, em 2012, para 26,2%, em 2013) e de 21,38% no de domicílios detentores de motocicleta (34 mil a mais, variando de 23,9%, em 2012, para 27,9%, em 2013).
A pesquisa detectou outro item que merece destaque: o de telefonia. Entre 2012 e 2013, o número de domicílios com algum tipo de telefone aumentou em 30 mil, proporcionando uma participação de atendimento de 90,7% para 91,4% do total de domicílios.
Em 2013, 6 mil domicílios possuíam somente a telefonia fixa (0,84% do total), número superior ao registrado em 2012 (5 mil, 0,78% do total). O número de domicílios com acesso apenas à telefonia móvel celular apresentou crescimento de 33 mil unidades, aumentando de 72,55% do total, em 2012, para 73,65%, em 2013.
O levantamento indicou que um total de 1,4 milhão de pessoas de 10 anos ou mais de idade tinham telefone móvel celular para uso pessoal, em 2013, um acréscimo de 28,7 mil em relação ao ano anterior. Em termos relativos, a proporção dos que possuíam o aparelho aumentou de 71,17%, em 2012, para 74,95%, em 2013 no total da população de 10 anos ou mais. Mais da metade (55,05%) destas pessoas estão na faixa de idade de 20 a 44 anos.
Por fim o estudo do Observatório, com base nos dados da PNAD 2012, verificou que entre 2012 e 2013, foram observados crescimentos no número de domicílios atendidos por serviços de rede geral de abastecimento de água (9 mil a mais), rede coletora de esgoto ou fossa séptica ligada à rede (29 mil a mais), coleta de lixo (54 mil domicílios a mais) e iluminação elétrica (28 mil a mais, variando de 99,6% para 99,7%).
“A divulgação regular desses dados é fundamental para o planejamento governamental, principalmente por permitir a consolidação de séries temporais estatísticas mais amplas e consistentes, bem como para que a população tenha acesso democrático aos resultados que demonstram os avanços no desenvolvimento e nas condições de vida dos cidadãos”, ressalta Marcel Resende.
*Com informações da Seplag

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