Remédio mais caro principalmente para quem mais precisa
Cotidiano 04/04/2016 14h55Por Aline Aragão
O preço dos remédios foi reajustado em 12,5% acima da inflação, em todo país, o que não ocorria há dez anos. A medida atinge todos os medicamentos com preço controlado pelo governo, e preocupa os consumidores principalmente aqueles que dependem de uso contínuo em seus tratamentos.
As farmácias já estão autorizadas a cobrar o novo valor, mas segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de Sergipe (Sicofase), a nova tabela só chega no próximo dia 10, até lá os empresários podem optar por vender com o preço anterior, como forma de promoção para beneficiar os consumidores.
O presidente da entidade, Alex Garcez, prevê que o consumidor que vai à farmácia e compra apenas uma medicação esporadicamente, não vai sentir tanto. “Um remédio que custava R$ 10, por exemplo, vai custar R$ 11,25; outro de R$ 50 vai sair por R$ 56,25”. Mas aquele que tem uma fatura mensal de R$ 300, 400 ou mais, esse sim, sentirá o peso do reajuste.
Garcez reconhece que, embora a medida tenha sido boa para os empresários, quem sai prejudicado é o consumidor final. “O problema é que nos últimos anos o reajuste vinha sendo tão pequeno que quase não era sentido, mas agora com esse valor acima da inflação o impacto foi grande, principalmente no momento em que o país vive”, destacou.

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