Relação entre a segurança pública e privada é tema de simpósio
Cotidiano 05/12/2014 13h09

Por Fernanda Araujo

Com a presença de funcionários de empresas de segurança privada e de representantes de órgãos do governo, foi aberto o primeiro Simpósio sobre “As Relações da Segurança Privada e Pública, após a Copa do Mundo”, promovido pelo Sindicato das Empresas de Segurança Privada de Sergipe (Sindesp), em Aracaju, apoiado pela Fecomércio e do Sebrae.

Segundo o presidente do Sindesp, Marco Aurélio, a importância de debater esse tema se dá em função das atuais relações com a segurança pública e privada, e qual o legado que fica para a sociedade. Para ele, é necessário discutir como trabalhar juntos para oferecer uma melhor prestação de serviço de segurança para a sociedade.

“Na Copa do Mundo, no Brasil, a sociedade observou que estavam juntos Exército, Polícia Federal, Polícia Civil, Militar, e Segurança Privada. O grande objetivo disso foi prestar um melhor serviço a todos os membros que participaram da Copa e a sociedade como um todo. Acho que esse é um modelo que a sociedade precisa avaliar”, diz.

Entre os palestrantes estava o presidente da Federação Nacional de Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), Jeferson Nazário, e o gerente geral de segurança do Comitê Organizador da Copa da Fifa no Brasil, José Hilário Medeiros. Para a Fenavist, a Copa foi uma experiência nova para o setor ao ter assumido a segurança interna nos estádios. “A segurança privada atuou de forma positiva e eficiente, e deixou os clientes, a Fifa, extremamente satisfeitos. A gente sai contente, e agora queremos colher os resultados disso tudo para o futuro da segurança privada do Brasil”, conta Nazário.

De acordo com Nazário, a integração entre a segurança pública e privada é essencial, e sem ela nada acontece positivamente. “Sabemos da nossa responsabilidade, até onde podemos ir, e a polícia faz o papel dela. Nós fazemos a parte de orientação e chamamos a polícia quando ela precisa intervir. O modelo atual da segurança está ultrapassado. Hoje, um evento privado que é um jogo de futebol que afere lucro usa as forças policiais de forma gratuita. Ocorre que no dia de jogo precisa de um efetivo grande de policiais para fazer a

segurança e acaba tirando da sociedade. A gente entende que não é justo, é justo que se pague por isso, é um evento privado, e como todo evento privado tem que ter a segurança privada junto com ela”.

“Como primeira experiência, talvez, de grande porte, eu acho que a integração foi excelente. Não temos registro de nenhum incidente que tenha comprometido as condições de segurança da Copa do Mundo, pelo contrário: a Copa do Mundo na área de segurança foi a que mais recebeu nota mais alta. Essa integração é um processo natural que já está acontecendo, nos  clubes, a medida que essas arenas tem uma complexidade muito maior na questão patrimonial, é notório que a segurança privada automaticamente vai assumindo essas posições que é de efetivamente de direito dela. As arenas mudaram e a operação exige uma melhor qualificação entre as forças de segurança privada e a pública”, completa Hilário (ao lado).

Para Carlos Henrique, gerente da empresa Multseg, a integração é fundamental para construir uma melhor segurança. “A unificação entre os processos entre as forças de segurança tem um único objetivo: combater a criminalidade. A segurança privada dentro dos ambientes físicos privados, e a segurança pública, quando tem a privada muito bem implementada, ela consegue diminuir essa assistência a esse público diferenciado. Ninguém pense que a segurança privada está isolada da segurança pública, ela é um complemento e o estado deveria olhar cada vez mais com bons olhos”.

Fotos: Fernanda Araujo

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