Reintegração de posse: 400 famílias são retiradas de terreno em Pirambu (SE)
Acesso ao município pela Rodovia SE 100 foi bloqueado durante toda manhã Cotidiano 30/03/2017 14h44 - Atualizado em 30/03/2017 15h54Por F5 News
Uma reintegração de posse foi realizada nesta quinta-feira (30), no Acampamento Vitória, que faz parte do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), causando um bloqueio na Rodovia SE-100 na entrada de Pirambu, leste de Sergipe, durante toda manhã. O terreno com mais de 30 hectares, fica às margens da rodovia. Segundo a Polícia Militar, a área é uma propriedade particular e estava ocupada há mais de três anos por cerca de 400 famílias.
A operação foi coordenada pelo Grupo de Gestão de Crises e Conflitos (GGCC) da PM. De acordo com a capitã Evangelina de Deus, da assessoria de comunicação da PM, desde janeiro o GGCC tem negociado com os líderes do movimento para que a reintegração ocorresse de forma pacífica. “Estamos com 60 policias de vários batalhões, e apesar de uma pequena tentativa de resistência no começo da manhã, a reintegração está acontecendo de forma tranquila e pacífica, sem emprego da tropa”, disse.Ainda de acordo com a polícia a reintegração cumpre duas determinações judiciais: uma pela desocupação do terreno particular e outra referente à desocupação da margem da rodovia. “Quando eles souberam da reintegração, começaram a deixar o terreno e ocupar o canteiro, às margens da rodovia, e para essa área também foi expedida a reintegração de posse”, explicou Evangelina.
Segundo a PM uma primeira reintegração no terreno foi realizada em abril do ano passado, mas depois de um mês, as famílias voltaram a ocupar o terreno.
A pescadora Maria Aparecida morava no acampamento com o marido e os cinco filhos, agora diz que não sabe o que vai fazer. “O jeito é ir pra casa de parente, e esperar ter algum dinheiro para pagar aluguel”.
Equipes do Conselho Tutelar e da Assistência Social da prefeitura de Pirambu estiveram no local para acompanhar a desocupação.A assistente social Milene Araújo Almeida informou que a prefeitura montou um cadastro para traçar o perfil dos acampados, mas os líderes do movimento não autorizaram o trabalho. “Infelizmente hoje não temos o que fazer, estamos aqui apenas para garantir que nenhum direito seja violado”, disse.
Foto: reprodução TV Atalaia

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