Região Sul de Sergipe ganhará escola de tempo integral em 2017
Cotidiano 06/10/2016 07h40

Ao apresentar o novo modelo do ensino médio que deverá ser implantado em todo o país aos diretores e coordenadores pedagógicos das escolas circunscritas à Diretoria Regional de Educação 2, o secretário de estado da Educação, Jorge Carvalho, anunciou nesta quarta-feira (5), no Colégio Senador Walter Franco, em Estância, que a partir de 2017 uma unidade de ensino localizada na região sul de Sergipe deverá funcionar em regime de tempo integral.

"Deveremos passar de três para 13 escolas que irão oferecer aulas com carga horária ampliada em todo o estado de Sergipe", disse o secretário. A escolha da unidade de ensino que terá tempo integral ficará entre as escolas Senador Walter Franco, em Estância; Comendador Calazans, em Santa Luzia do Itanhy; Deputado Raimundo Lima Vieira, em Itabaianinha, e Professor Raimundo Mendonça de Araújo, em Indiaroba.

Antes de iniciar a explanação sobre a Medida Provisória 746/2016, que institui a política de fomento à implementação de ensino médio em tempo integral, o secretário Jorge Carvalho apresentou dados e indicadores da Educação em Sergipe, como o desempenho do Ideb, matrícula, número de aprovados, reprovados, repetência, evasões e taxa de distorção idade-série.

Disciplinas

Carvalho lembrou que o texto que modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996) determina, dentre outras coisas, o fim da obrigatoriedade de algumas disciplinas e o aumento da carga horária, de 800 para 1.400 horas/aula.

Ele apresentou algumas justificativas do MEC para as mudanças do ensino médio, pontuando que o Ideb desse nível de ensino está estagnado desde 2011; o desempenho de Português e Matemática é menor hoje do que em 1997; que 1,7 milhão de jovens de 15 a 17 anos estão fora da sala de aula; que apenas 18% dos jovens de 18 a 24 anos ingressam no ensino superior e que só no Brasil tem um ensino médio padrão com 13 disciplinas obrigatórias.

"Desde o início do ano passado que venho participando no Ministério da Educação das discussões sobre as mudanças que deverão ocorrer no ensino médio", disse o secretário.

Posicionamento

Aos diretores e coordenadores pedagógicos das escolas localizadas nos municípios de Estância, Arauá, Santa Luzia do Itanhy, Umbaúba, Indiaroba, Cristinápolis, Tomar do Geru, Pedrinhas e Itabaianinha, Carvalho tornou a enfatizar que "não é posição ideológica ou partidária que irá definir se uma determinada pessoa é contra ou a favor da reforma no ensino médio".

Dentre os fundamentos da Medida Provisória do Ensino Médio, o secretário Jorge Carvalho citou a Base Nacional Comum Curricular, que irá definir o que é obrigatório em todas as áreas; a organização dos currículos, das competências, habilidades e dos objetivos de aprendizagem das áreas de conhecimento, definidos na Base Nacional Comum, que será feita com critérios estabelecidos em cada sistema de ensino.

"A base nacional comum curricular permite a escolha por preferência dentro das cinco trilhas: Linguagem, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Formação Técnica Profissional", disse.

Com relação ao tempo integral nas escolas, Carvalho disse que haverá a ampliação gradativa da carga horária na escola e também em outros ambientes em consonância com o Plano Nacional de Educação e os planos estaduais de Educação.

"Haverá a ampliação da carga horária, que passará de 800 para 1.400 horas/aula. O PNE irá atingir 50% das escolas e 25% dos alunos até 2024", disse.

BNCC

O secretário explicou que a carga horária máxima da Base Nacional Comum com a Flexibilização do Currículo será de 1.200 horas; que os sistemas de ensino podem compor os currículos com mais de uma área; que o ensino de Português e Matemática será obrigatório em todos os três anos do ensino médio; que a oferta de uma língua estrangeira optativa, preferencialmente o Espanhol, e a oferta de Inglês deverão ocorrer a partir do segundo ano do ensino fundamental.

"Nenhuma escola é obrigada a mudar seu currículo imediatamente. Cada unidade escolar irá definir quais os cinco itinerários formativos que irá ofertar", ressaltou.

De acordo com o secretário, o processo seletivo das universidades considerará exclusivamente a BNCC. Os currículos de formação de professores terão referência à BNCC, que passará a ser o documento fundamental para nortear os novos modelos do ensino médio.

"A discussão está só começando e os educadores, estudantes e pais terão papel fundamental na definição do novo ensino médio", finalizou Jorge Carvalho.

Fonte: Seed

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