Reformas nas escolas de São Cristóvão não satisfazem professores
São muitos problemas e não descartamos greve, diz sindicalista
Cotidiano 17/07/2013 19h30

Por Laís de Melo

A situação da educação no município de São Cristóvão é preocupante e já vem apresentando problemas há alguns anos. Os professores da rede pública continuam insatisfeitos com o reajuste salarial concedido na atual gestão da prefeitura, além do desconforto em ver alunos sem ter alimentação escolar saudável.

De acordo com o professor e diretor da Base Municipal do Sindicato dos Trabalhadores na Educação Básica de Sergipe, Erineto Vieira, os alunos que compareceram à aula na manhã desta quarta-feira (17), na Escola Municipal Gina Franco, receberam de merenda um pão feito de farinha de milho, mais conhecido como broa, e nada mais. “Eles precisam de alimentos ricos em proteínas, mas o que comem aqui não é alimentação. Sem contar os alunos da noite, que não estão nem recebendo essa merenda”, denuncia o professor.

Esses são apenas parte dos problemas que o professor apontou. As reformas que vêm sendo realizadas pela prefeitura nas escolas, de acordo com Erineto, não passam de pinturas, querendo mostrar para a sociedade que o dinheiro está sendo aplicado. “Eles estão fazendo reforma para inglês ver. Não passa de pintura na parte externa, com uma cor laranja, para que a população veja”, disse.

Durante a manhã de hoje os professores de São Cristóvão realizaram uma caminhada com o intuito de alertar a população que o corte de 50% em seus salários, com a justificativa de aplicar sobre outras questões referentes à educação, não está sendo utilizado para os verdadeiros fins. “Os professores que ganhavam 2 mil, hoje recebem apenas metade desse dinheiro. A prefeita disse que estávamos recebendo dinheiro demais e cortou.  Já estamos realizando assembleias e não descartamos a possibilidade de mais uma greve”, antecipou Erineto.

O assessor de comunicação da prefeitura de São Cristóvão, Elton Coelho, admite que a situação da educação é alarmante, mas acredita que chegou a esse estágio por irresponsabilidade de gestões passadas, e ainda diz que Sintese tem parcela de culpa. “São Cristóvão é uma perdição, mas está assim com a complacência do Sintese, pois o secretário da Educação era um dos líderes do sindicato”, disse.

Elton ressalta que houve uma adequação salarial, e não um corte na remuneração. “A gestão passada aumentou o salário sem observar as despesas, e graças à prefeita Rivanda Batalha essas reformas estão sendo realizadas, porque ela guardou o dinheiro”, disse. O assessor garantiu que dentro de 15 dias a situação da alimentação estará regularizada.

Foto: Ascom/Prefeitura de São Cristóvão

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