Reduções na vazão do São Francisco podem gerar problemas para Sergipe
Cotidiano 16/05/2015 17h06Por Will Rodrigues e Elisângela Valença
As reduções consecutivas na vazão do rio São Francisco estão sendo acompanhadas pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). O presidente da empresa, Carlos Melo, disse em entrevista a F5News que a medida pode trazer problemas para o fornecimento de água no estado. “Temos dois pontos de captação onde podemos vir a ter problemas porque ela está reduzida de 1100 para 1000 e para 900”, afirmou.
Segundo Carlos Melo, a companhia aguarda novas informações do Ministério da Integração. “É preciso avaliar, porque a gente sabe o número da redução da vazão, mas não sabe ainda a altura que vai reduzir. Caso haja necessidade de alguma dragagem do canal, teremos condições de fazer isso de imediato”, declarou.
A primeira redução foi autorizada pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo IBAMA em 1º de abril. Os reservatórios de Sobradinho e Xingó, nos dias úteis e sábados, no horário de 0h às 7h, e durante as 24h, nos domingos e feriados, passaram a praticar vazão de 1.000 m³/s, conforme solicitação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) .
No começo desse mês foi prorrogada até 31 de maio a redução temporária da descarga mínima defluente dos reservatórios de Sobradinho e Xingó, no rio São Francisco, de 1300m³/s para 1100m³/s.
Já a segunda redução foi autorizada essa semana, em caráter de teste, a partir do Reservatório de Sobradinho, para 900m³/s. Ela pode ser iniciada, de forma gradativa, em 15 dias.
O rio São Francisco é responsável por mais de 50% do abastecimento de água da população sergipana. A Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) justifica que a necessidade dessa prática visa à segurança hídrica dos usuários das águas da Bacia do Rio São Francisco em virtude da longa estiagem que vem ocorrendo nos últimos três anos, ocasionando o baixo armazenamento nos reservatórios.
Em nota divulgada no começo de maio, o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Olivier Chagas, afirmou que é preciso estabelecer um planejamento estratégico que possa minimizar os possíveis impactos. "Estamos disponibilizando uma equipe técnica para realizar o monitoramento desse cenário”, disse.

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