Rede hoteleira não sofrerá grande impacto com fim do Pré-Caju
Moradores do entorno da festa também destacam seu alívio
Cotidiano 13/11/2014 12h30

Por Elisângela Valença

Por mais que o Pré-Caju atraísse turistas para Sergipe, a rede hoteleira não sentirá um grande impacto com o fim da festa. “O Pré-Caju sempre coincidiu com o período de férias, de alta estação. A festa sempre foi um incremento, um atrativo a mais para o turista que vinha a Sergipe”, disse Daniela Mesquita, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Sergipe (ABIH-SE).

“É lamentável pelo tamanho que tinha, por tudo que movimentava em torno dela, tanto do comércio formal, como do comércio informal, pela inserção de Sergipe na mídia nacional, mas o impacto na rede hoteleira não será tão grande”, acrescenta.

Segundo Daniela, a ABIH-SE vem trabalhando na divulgação do Estado desde maio. “A gente está trabalhando na divulgação do destino Sergipe há mais de seis meses em todo o país. Os hotéis já estão com uma boa taxa de reservas e confirmações para o período e a tendência é de que este verão será melhor do que 2014, que foi mais fraco”, disse.

Transtornos

Com o anúncio do fim do Pré-Caju, muita gente tem se mostrado aliviada. É o caso da jornalista Mirella Mattos, que mora na avenida Beira Mar há quase 20 anos. “Conversando com meus vizinhos, vejo que estão todos saturados. A festa acaba sendo muito cansativa e desgastante para todos os que moram lá, a começar pela montagem da estrutura, que costumava começar meses antes do evento e privando todos, a população toda, de um ponto de lazer importante que é o Calçadão da 13 de Julho”, comentou.

A discussão em torno dos incômodos da festa leva sempre para a cidadania e garantia de direitos, como o de ir e vir. Há alguns anos, a ocupação da calçada, ciclovia e parte da pista de rolamento da extensão da avenida Beira Mar e o bloqueio de ruas do entorno, gerando engarrafamento e dificuldades de locomoção, tem sido ponto de reclamação da população.

“Alguns prédios antigos desta região têm apenas um acesso e justamente para a avenida. Um de meus vizinhos leva a mãe idosa para a casa de parentes no período da festa com medo de ter uma urgência médica e ter dificuldades de deslocamento. São transtornos para uma cidade inteira por conta de uma festa privada”, avalia Mirella.

“A mobilidade urbana agradece. Espero que a festa continue de forma que não prejudique a cidade inteira, atrapalhando pedestres, ciclistas, motoristas, usuários do transporte público”, disse o fotógrafo Thiago Massas.

“Eu gostei da mudança, é menos bagunça, menos impacto ambiental, menos interferência no cotidiano. Mas não posso pensar apenas como ciclista, como uma pessoa que não gosta da festa. Que impactos isso trará? Será que setor hoteleiro sofrerá impactos negativos com o fim da festa?”, questionou Fábio Andreaci, curitibano que mora em Aracaju há alguns anos.

 

 

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