Quase 100% dos petroleiros aderiram à greve em Sergipe, diz Sindipetro
Cotidiano 09/11/2015 13h05

Por Fernanda Araujo

A Petrobrás marcou reuniões com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados para esta segunda-feira (9), segundo a empresa para buscar entendimentos para o fechamento do acordo coletivo de trabalho deste ano. São 13 itens de reivindicações nacionais da categoria e o décimo-terceiro fala de manutenção dos direitos.

“Estamos aguardando essas negociações. Esperamos que possa avançar e vamos levar o resultado para a categoria”, afirma o diretor do Sindipetro em Sergipe, Bruno Dantas. A unidade de operação do estado abrange também Alagoas, onde cerca de 90% aderiram à greve, de acordo com o sindicato.

Em Sergipe, Dantas aponta que a greve tem adesão superior a 90%. Todas as unidades estão paralisadas, a Fafen, as áreas de campo de petróleo terrestre em Carmópolis, Siriri, Riachuelo e a Estação Coletora de Jordão, localizada em Rosário do Catete, além da Transpetro - processadora de gás natural - no pólo Atalaia.

Desde o início da manhã de hoje, os trabalhadores da Petrobras na rua Acre, em Aracaju, também estão parados. Segundo o sindicato, 95% estão paralisados na sede da capital sergipana. Os comandos de greve local realizam todas as manhãs atos públicos e ações com os operadores. “A ideia é juntá-los para preparar comissões para conversar com a população sobre a importância da greve, a importância da empresa não ser privatizada e de não haver aumento no valor de combustíveis e do gás de cozinha”, acrescenta o sindicalista.

Em Sergipe, houve paralisações de advertência desde outubro e, no dia 1º de novembro, todas as bases nacionais iniciaram a greve por tempo indeterminado. “Em Sergipe estamos parados há 13 dias”, diz Bruno Dantas.

Reivindicações

A categoria defende investimentos na Petrobras, é contra a privatização da Fafen e a venda dos campos de petróleo. “Também estamos em defesa dos empregos. Estão havendo demissões em todas as áreas. Enquanto isso, a Petrobras apresenta reajuste salarial abaixo da inflação e retira direitos. A gente entende que isso é parte do plano de desinvestimento da Petrobras. A nossa campanha é econômica e política em defesa da empresa”, ressalta.

De acordo com o Sindipetro, somente em 2014, em Sergipe houve mais de 500 demissões. No acumulado, dos últimos dois anos, desde 2013, foram quase 2 mil demissões.

Foto: Fernanda Araujo/ arquivo F5 News

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