Qualidade da água fornecida pela Deso ao sertão é posta em xeque
Deso rebate acusações e diz ter relatórios da cloração da água Cotidiano 21/03/2012 17h11Por Sílvio Oliveira
O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação da Água em Serviços de Esgotos do Estado de Sergipe (Sindisan) divulgou, nesta terça-feira (20), um balanço da visita realizada por integrantes do sindicato a região do alto sertão sergipano, quando ficou constatado que a Estação de Tratamento I (Porto da Folha e povoados) vem operando sem uso de produtos químicos necessários para o tratamento da água.
Conforme um levantamento feito, no início do mês de março, a cor da água bruta chegou a um patamar desagradável, mas mesmo assim, foi distribuída sem produtos químicos para Porto da Folha e povoados. A equipe também constatou que um aparelho denominado clorador estava zerado, o que significa que, segundo José Sérgio Passos, diretor do Sindisan, não estava fazendo o tratamento apropriado da água contra germe e bactéria. “Nunca constatamos falta de produtos em ETA’s. A situação é séria, pois a população está consumindo água sem nenhum tratamento. A água chega do rio, passa pela tubulação e vai direito para o reservatório de distribuição”, ressaltou.
Segundo Sérgio Passos, a falta de tratamento é decorrente de um vazamento da tubulação dos filtros para o reservatório, distribuindo assim a água sem passar por decantadores e sem receber flúor, cloro, sulfato e cal.
Ele ainda informou que no dia da visita, uma equipe da Deso foi até o local, constatou-se o problema por que passava a estação e não resolveu por falta de material. “Passamos a realidade para o superintendente da Deso, até porque nosso objetivo é lutar pela empresa como patrimônio dos sergipanos e não sabemos por que a qualidade do atendimento está tão ruim”, alfinetou.
Relatórios
A visita técnica foi realizada no dia sete de março e até o momento o sindicato não foi informado sobre a normalidade do tratamento da água.
O gerente regional do Sertão Carlos Anderson rebateu as acusações do presidente do Sindisan e informou que há relatórios da cloração da água da Estação de Tratamento I, inclusive enviados a Vigilância Sanitária e a algumas promotorias de Justiça de municípios da região.
Carlos Anderson explicou que o aparelho clorador não é o único método a fazer a cloração da água, utilizando do cloro a gás, a pastilha em pó. “Há vários formas de clorar a água. Na ausência do cloro a gás, usamos o cloro a pastilha. Joga dentro do cano de mistura. Posso provar com relatórios que nunca ficamos sem cloração da água. Não temos registro de água sem cloro”, pontuou.
O gerente ainda informou que mesmo se estive sem utilizar cloro, a água captada na região da Ilha do Ouro já passa por uma pré-cloração até chegar à reta final. “Fazemos coleta de qualidade. Estranha-me a denúncia porque não teria como ele dizer com uma única visita, que há mês que o tratamento não vem sendo feito”, interrogou.
Quanto ao vazamento nas tubulações, ele ressaltou que pode ter ocorrido, porém, continuou dizendo que há vários meios de clorar a água.

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