Quadrilha envolvida em homicídios, roubos e desmanches é desarticulada
Cotidiano 30/09/2014 11h32

Por Fernanda Araujo

Uma quadrilha especializada em roubo, desmanches de motocicletas, tráfico de drogas e homicídios, foi desarticulada pelas polícias civil e militar nesta semana na chamada Operação Desmanche. Cinco pessoas são acusadas de cometerem esses crimes na região do Baixo São Francisco, principalmente em Japoatã (SE). Segundo a polícia, eles atuavam em vários municípios de Sergipe, com ajuda de parceiros em Pacatuba, Neópolis e Propriá.

Na manhã desta terça-feira (30) os integrantes da quadrilha - Bruno Newton Marinho, conhecido como ‘Bruno Cross’ (22 anos), Luana Cristina Santos (19 anos), João Flávio de Oliveira Ramos, o "Sapão" (18), e Alexandre Barros Santana, conhecido como ‘Capitão’ (31) - foram apresentados na Secretaria de Segurança Pública (SSP). ‘Sapão’ foi preso com maconha, peças de motos, celulares e com Bruno foram encontrados cocaína, um revólver calibre 38, 17 munições de pistola calibre 25, além de várias peças de moto desmanchadas e uma máscara usada para praticar os assaltos.

Outro indiciado, mas que não foi apresentado, é Genilson Santos de Melo, vulgo ‘Gordo, Gabriel, Johny ou Jonathan’, o principal líder do grupo. Ele já estava no Complexo Penitenciário de Areia Branca em regime semiaberto respondendo por roubo e da prisão determinou duas ordens de execuções. Esses homicídios foram registrados no município de São Francisco e em Japoatã.

“Temos elementos sólidos que apontam as ordens partidas de Genilson. Em Japoatã o mentor do grupo era Bruno, que responde a diversos roubos à mão armada na região e por um desses homicídios que aconteceu no dia 7 de janeiro deste ano em Japoatã onde eles assassinaram um usuário de entorpecentes, o Wellington Francisco dos Santos, conhecido por Nininho, que devia aos traficantes e mantinha relacionamento amoroso com a então namorada de Bruno”, afirma o delegado Antônio Wellinghton (foto ao lado). Neste homicídio Bruno e Alexandre são acusados de serem os executores.

Segundo o delegado, assim que foi preso, Genilson havia se integrado ao PCC – Primeiro Comando da Capital  –a maior organização criminosa do Brasil, que atua nos presídios de São Paulo. Ele deve agora ir para o regime fechado.

O delgado Wellinghton explica que, em função de diversos roubos de motocicletas na cidade de Japoatã e regiões circunvizinhas, o destino da operação, que começou semana passada, inicialmente se tratava de tentar encontrar esses assaltantes. Mas, com o desenvolvimento da investigação, se descobriu que existia uma associação criminosa. Todos foram presos em Japoatã e outras prisões ainda devem acontecer, de acordo com o delegado. “Alguns foram presos dentro da residência em cumprimento aos mandados de prisões preventivas e buscas e apreensões. Já Bruno foi preso na rua com revólver, ingressamos na residência e localizamos os outros objetos de apreensão”.

Apenas a Luana é ré primária. Além disso, existem mais dois homicídios que estão sendo investigados. O delegado orienta que as possíveis vítimas de assaltos e roubos nessas regiões devem comparecer à polícia para prestar depoimento.

Fotos: Fernanda Araujo

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