Quadrilha de roubo de cargas é desarticulada em seis Estados
Cotidiano 09/12/2016 07h44 - Atualizado em 09/12/2016 13h44

Por F5 News

Uma operação da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal (PRF), deflagrada nesta sexta-feira (6), desarticulou uma quadrilha especializada em roubo de cargas com ramificações em seis estados: Sergipe, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Bahia e Alagoas.

De acordo com a PRF, mais de 80 ordens judiciais estão sendo cumpridas, entre elas 35 mandados de prisão. Até a publicação desta notícia, 26 pessoas já tinham sido presas, a maior parte em Sergipe. Na cidade de Rosário do Catete (SE), um suspeito resistiu à prisão, foi baleado e morreu durante confronto com a Polícia. Na cidade, dois caminhões foram apreendidos. 

A atuação do bando já tinha causado um prejuízo estimado em mais de R$ 15 milhões, conforme cálculos da polícia.

Mais de 300 policiais das duas instituições federais estão cumprindo as ordens judiciais, sendo 28 mandados de prisão preventiva, sete mandados de prisão temporária e 49 mandados de busca e apreensão.

Em Sergipe, a operação ocorre nas cidades de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Umbaúba, Boquim, Estância, Itabaiana, Tobias Barreto, e Cristinápolis, onde ocorreu o maior número de prisões.

No ano passado uma operação semelhante já tinha sido realizada, mas a PRF detectou que apesar da redução na prática de roubos reprimida pelas ações e policiamento ostensivo, vários desvios de cargas aconteceram nas BRs 101, 116 e 316 nas divisas entre os estados de Sergipe, Bahia, Alagoas e Pernambuco.

Segundo as investigações, o bando atuava aliciando motoristas para que entregassem cargas de interesse da quadrilha. “Em muitas vezes, a negociação era proposta pelo próprio motorista da carga, que oferecia a mercadoria aos aliciadores. Após a negociação o motorista registrava ocorrência policial como roubo em outro estado, para dissimular e dificultar a investigação policial”, destaca a PRF.

Os investigadores também destacam que a quadrilha movimentava estrutura de logística para transbordar, transportar, esconder e negociar a carga roubada junto à uma rede de receptadores, que compravam as mercadorias provenientes dos crimes para revender em seus estabelecimentos comerciais.

Os presos nas cidades sergipanas serão ouvidos na Superintendência da PF em Sergipe e, posteriormente, encaminhados ao Presídio Estadual Copemcan. A unidade está interditada, mas segundo a Sejuc, os presos serão custodiados lá por determinação do juiz da 7ª Vara Federal, Rafael Soares Souza. Os demais permaneceram no complexo prisional do respectivo estado.

Os autores, nas medidas de suas participações, responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude à licitação, advocacia administrativa, falsa comunicação de crime e de organização criminosa. As penas somadas podem superar 700 anos de prisão.

Fotos: F5 News

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