Promotora avalia problemas de abastecimento na Fundação Hospitalar
Gestão do Huse e de maternidade poderá ser transferida para o Estado Cotidiano 07/11/2012 11h22Da Redação
“Se não houver possibilidade de controle da situação de abastecimento enfrentada pela Fundação, o Ministério Público não descarta a possibilidade de pedir ao Poder Judiciário que o governo assuma o gerenciamento da rede pública hospitalar de Aracaju, para manter a assistência até a solução definitiva”, disse a promotora Euza Missano a um jornal da capital.
Problemas de desabastecimento de medicamentos e insumos na Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) têm gerado grande preocupação ao Ministério Público Estadual e médicos, além de um quadro de desassistência aos pacientes dos hospitais de Urgência de Sergipe, antigo hospital João Alves, e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes.
De acordo com a promotora de Saúde, Euza Missano (foto), em uma recente visita aos locais, relatos médicos do setor de oncologia constataram a denúncia do Conselho Regional de Medicina, que se referia à falta de medicamentos e insumos na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e no Huse. A partir disso, a possibilidade de transferir a gerência dos hospitais para o Estado foi discutida com a FHS em audiência.
Porém, uma nova audiência está marcada para amanhã, quinta-feira (08), onde será novamente discutida a possibilidade de mudança e demais medidas a serem tomadas pelo MPE.
A Fundação Hospitalar, atualmente, gerencia 13 unidades hospitalares. Dentre elas estão o Huse, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, hospitais regionais de Itabaiana, Lagarto, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do Socorro, Propriá, além de unidades de pronto atendimento de Boquim, Neópolis e Tobias Barreto, e outros.
Foto: Fernanda Araujo
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