Projeto Redes: enfrentamento à violência contra a mulher ganha reforço em Aracaju
Cotidiano 14/02/2017 15h29 - Atualizado em 14/02/2017 16h07

Promover a articulação de áreas como saúde, inclusão social, segurança e educação para desenvolver um trabalho intersetorial que mobilize e integre ações com o foco na redução de danos sociais. Essa é a finalidade do projeto Redes, ferramenta elaborada pelo Ministério da Justiça (MJ), juntamente com o Ministério da Saúde, Estados e Municípios, que teve sua agenda do 3º ciclo de ações em Aracaju lançada na manhã desta terça-feira (14). 

A apresentação ocorreu no auditório do Centro Administrativo Aloísio Campos e foi realizada pela Prefeitura de Aracaju, em parceria com o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad), e com apoio da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). Nesta nova fase, o projeto, que foi aderido pelo município em 2014, passa a agregar ações que atendam às demandas do Plano Nacional de Redução de Homicídios e Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. 

De acordo com a diretora de Articulação e Projetos da Senad, Nara Santos, a partir de agora, o trabalho deve ser pensado em conjunto. “E será pensado, com a inserção dessa temática. Não que a violência contra a mulher já não surgisse nos nossos programas, elas surgem. Quando  você trabalha com uma população como a que a Senad trabalha, que vive em situação de grande vulnerabilidade social, a temática da violência, em especial da violência contra a mulher, ela surge, mas agora vamos aprimorar”, salientou.

Segundo Nara, para isso, é preciso aperfeiçoar a forma de abordagem e a qualidade do atendimento. “Devemos pensar a forma de encaminhamento, já que nós temos trabalhado na mobilização de redes intersetoriais. Por que não trabalhar nessa mobilização para pensar melhor atendimento, melhor acesso dessa mulher, vítima de violência, uma rede intersetorial de cuidados? Essa é a ideia”, pontuou a diretora acrescentando que para alcançar resultados positivos, o projeto necessita do envolvimento da sociedade. 

“Pensar uma rede integrada é algo um pouco mais complexo do que se imagina. A gente precisa desenvolver uma estratégia de promover o diálogo entre os serviços de um mesmo campo. Acho que pensar nele é um desafio. Como dialogam essas ações, que são do campo da Educação e da Assistência? Isso, essencialmente, eu acho que é um grande desafio que demanda bastante envolvimento, especialmente desses profissionais com o apoio da sociedade civil, sem dúvida”, destacou. 

Desafio

Para a vice-prefeita e secretária de Assistência Social e Cidadania, Eliane Aquino, o maior desafio do projeto, que passa a ser coordenado pela pasta gerida por ela é justamente a mobilização da sociedade civil. “Temos muitas vezes crianças que sofrem violência, casais em que as mulheres são violentadas e, muitas vezes, por se tratar de um ambiente familiar, ninguém se envolve. Nós precisamos que a sociedade se envolva, sim.  A responsabilidade deve ser compartilhada. Estamos vendo o índice de violência aumentar a cada dia no país. Hoje temos Aracaju como uma cidade que está entre  as três mais violentas do Brasil e nós precisamos diminuir esses índices. Como? Com trabalho, educação, assistência e toda uma rede de políticas públicas que precisam chegar a essas comunidades. É o que a gente quer”, assegurou. 

Eliane informou, ainda, que o projeto Redes promoverá uma articulação de todas as secretarias. “Trabalharemos com as Secretarias de Esportes, Educação, entre outras, além da Guarda Municipal. Vamos fortalecer essas temáticas, onde trabalharemos desde a criança, ao adolescente, a mulher, que é vítima, e todos os programas que são relacionados à violência. Nós estamos construindo o Plano Municipal de Enfrentamento à Violência, dentro do Plano Nacional e nós queremos fazer com que todas as ações do projeto Redes sejam parte deles. É uma grande somação para poder combater essa problemática com um todo”, ressaltou. 

 

Fonte: Agência Aracaju de Notícias 

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