Projeto permite controlar entrada e saída de processos judiciais
Cotidiano 23/12/2014 14h19

Gerenciar o desempenho dos tribunais e identificar gargalos da movimentação de processos são os principais objetivos do projeto “Processo Judicial Inteligente (PJI)” do mestre em Ciência da Computação, Givanildo Santana do Nascimento. O projeto foi desenvolvido com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à inovação Tecnológica (Fapitec/SE), através de recursos de subvenção econômica do Programa de Apoio à Inovação nas Empresas Sergipanas (Inova-SE).

O Processo Judicial Eletrônico (PJE) já trouxe grandes mudanças para o poder judiciário com a transição dos processos em papel para o sistema eletrônico. O mestre em Computação, Givanildo Santana, afirma que a inovação continua com o Processo Judicial Inteligente, que permite transformar os dados do PJE em dados estatísticos. Estes dados podem auxiliar o gerenciamento do desempenho dos tribunais e ajudar as secretarias judiciárias na seleção dos processos que precisam ser priorizados. 
Givanildo Santana explica que, atualmente, as estatísticas processuais são calculadas manualmente, o que mudaria com o PJI. “A partir do PJI, essa estatísticas são calculadas automaticamente. Com a disseminação do PJE, nós passamos a ter esses dados digitais e não mais em papéis. A partir desse banco de dados digital, nós conseguimos extrair informações e transformar em estatísticas com o PJI. Os dados estão armazenados de forma estruturada e conseguimos informações como: desempenho dos órgãos julgadores, produtividade dos magistrados, sobre a maneira como o fluxo que os processos seguem até serem julgados.”.
Através do PJI, os juízes que presidem as varas terão condições de acompanhar os órgãos que eles têm a missão de gerir. Com auxílio de gráficos e painéis, será possível acompanhar a evolução do número de processos que entraram e saíram do órgão julgador pelo qual o juiz é responsável.
“Uma ferramenta disponível no sistema PJI é o gráfico de pizza que mostra o número de processo judiciários que entraram em 2013, por exemplo. E, a gente consegue visualizar onde houve a maior predominância de processos. O sistema permite ver também por classe judicial. Permite saber, por exemplo, quantos processos entraram no estado de Alagoas por busca e apreensão”, Givanildo explica a aplicação do PJI.

Aceitação no mercado
Segundo Givanildo Santana, durante a elaboração do projeto houve uma preocupação em relação ao designe do sistema, para facilitar a distribuição dos dados e compreensão dos órgãos em relação à proposta do projeto. “O PJI é sistema de software de suporte à tomada de decisão. Ele é composto por uma série de painéis e consulta de forma geral. Temos painéis, documentos e previsões. Por exemplo: o número de processos que entram no órgão julgador, ele consegue ver a frequência dos processos que entraram nos últimos meses, anos e, mantendo a mesma projeção, estimar quantos processos entrarão no próximo ano. Com isso, o órgão consegue se estruturar, em termos de atendimento, de acordo com uma demanda que ele poderá receber".

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