Projeto leva prevenção à criminalidade para escola do Santa Maria
Cotidiano 13/10/2014 12h45

Por Fernanda Araujo

Ir além das grades e dos portões, aproximar a comunidade e a escola da Polícia Militar com ações de prevenção à violência, ao tráfico de drogas e à criminalidade são os principais objetivos do projeto “Polícia Cidadã: Minha Escola Mais Segura”, desenvolvido pela PM de Sergipe, através do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). Durante esta semana esse projeto piloto acontece inicialmente para os alunos do 5º ao 7º anos da Escola Estadual Governador Albano Franco, no bairro Santa Maria, zona Sul de Aracaju, atendendo a solicitação da diretoria.

Através do projeto, que irá abranger as nove escolas do bairro e possivelmente outras regiões, várias unidades da polícia irão atuar na escola. A Polícia de Choque fará uma oficina de Judô; outras atividades interativas serão realizadas pela Companhia de Polícia de Trânsito (Cptran). A escola também terá a presença do Canil da PM e, por fim, uma palestra trará o tema "a violência e o uso de drogas na escola".

Na abertura foi hasteada a bandeira com a presença da banda marcial da Polícia Militar que está desenvolvendo com a diretoria um projeto para compor uma banda dentro da escola junto com os alunos e representantes da comunidade. “Isso vai ajudar bastante no nosso trabalho diário. No final faremos Caminhada pela Paz provavelmente em janeiro”, disse a diretora da escola, Otília Ferreira (abaixo).

O Proerd já é realizado em Aracaju e no interior do estado, em cidades como Itaporanga, Canindé de São Francisco e Nossa Senhora da Glória. Para a diretora Otília era preciso integrar também o bairro Santa Maria, devido ao enfrentamento ao tráfico de drogas em torno do colégio, para

conscientizar a comunidade e o alunado. “O problema do Santa Maria está longe da nossa resolução, mas a gente pode intervir mostrando a função social da escola, que tem um papel de modificar o cenário da educação. Os problemas em torno do colégio já estão sendo minimizados em conversa com a própria comunidade. O nosso papel é mostrar que a escola está aberta para a comunidade, dentro de um limite, que eles precisam da escola e nós professores precisamos dos alunos. O bairro hoje, devido a todo problema social, clama por essa mudança”, afirma.

Levando uma polícia cidadã e parceira, não repressora, a escola no Santa Maria foi escolhida como ponto estratégico do bairro. “É importante estreitar o laço com essa comunidade, ouvir os anseios, onde podemos melhorar o policiamento e a nossa forma de agir. O bairro é enorme, temos número limitado de viaturas, por isso precisamos colher informações com a própria comunidade para se sentir segura em falar com a gente”, disse o tenente Almeida, sub comandante da 4º companhia do 1º Batalhão da PM de Santa Maria.

Segundo a coordenadora estadual do Proerd, capitã Adriana Littig (à direita), a ação tem dado resultados positivos e muitas vezes imediatos, observados em depoimentos da comunidade escolar, sobre o comportamento dos alunos com relação a atos violentos. “Para participar do projeto as escolas podem solicitar através de ofício ao Comandante Geral; o comandante nos encaminha as solicitações. Ou, se a gente observa que numa determinada escola ou localidade há um índice maior de usuário de drogas ou atos violentos, a gente também atua”, esclarece.

Para o sargento Ismael Vieira (à direita), que faz parte do Proerd, segurança pública não é uma questão apenas de polícia, precisa envolver todos os atores sociais. “Temos aqui o pessoal da Federação dos Conselhos de Segurança dos bairros, da Secretaria de Educação, da Segurança Pública, da Assistência Social. Não será apenas uma polícia reativa, mas uma polícia de proximidade, ver no policial um membro da comunidade. Por que a es

cola? Porque a escola capacita e forma as próximas gerações. Nosso olhar para as crianças precisa ser cuidadoso. As pessoas da comunidade precisam participar e entender o que está acontecendo. Estamos aqui como mediadores de uma prevenção primária”, ressalta.

A Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública do Estado de Sergipe irá atuar junto a PM para ofertar às crianças carentes esporte e cidadania. “Tudo depende da comunidade se organizar e querer o melhor para diminuir o índice de violência no bairro”, avalia o presidente da entidade, Ailton Figueiroa.

Fotos: Fernanda Araujo

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