Projeto de reajuste salarial deverá ser votado nesta quinta-feira (21)
Cotidiano 20/06/2012 19h45Por Sílvio Oliveira
O projeto de lei que contempla o reajuste dos servidores públicos estaduais foi enviado pelo Governo de Sergipe para a Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (20), mas como não chegou a tempo de ser lido na sessão, a apreciação da Casa ficou para esta quinta-feira (21).
Antes mesmo de ser votado, o percentual de reajuste de 5,2% para os servidores e 6,5% para os professores causa descontentamento de grande parte do movimento sindical, que aguarda com ansiedade a contraproposta para o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV).
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Sergipe, Waldir Rodrigues, informa que as mobilizações continuam, até porque o aumento salarial independe da contraproposta ainda não apresentada pelo Governo.
No próximo dia 7, o sindicato fará um seminário sobre Lei de Responsabilidade Fiscal e finanças públicas e, em 12 de julho, a categoria novamente se reunirá para definir o rumo do movimento e se entra em greve ou não.
O presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe, João Augusto, acredita que o governo foi até foi deselegante ao anunciar o aumento na segunda-feira (18), quando haveria uma reunião marcada para acontecer na terça-feira (19), com a Mesa de Negociação Permanente do Governo. “Desmereceu a categoria apresentando um aumento salarial antes mesmo de realizar a reunião. O reajuste foi dado antes da reunião acontecer”, afirmou.
João Augusto ainda diz que, como a Assembleia Legislativa entra num recesso de período junino e também em julho, a categoria já deliberou que acontecerá uma paralisação no mês de agosto.
Samantha Bicudo, do Sindicato dos Servidores do Samu, lembrou da reunião ocorrida nesta terça-feira (19), quando os secretários de Estado Silvio Santos (Saúde), Oliveira Júnior (Planejamento) e Jorge Alberto (Casa Civil) expediram notas solicitando paciência aos servidores, haja vista que há uma auditoria em trâmite na folha de pagamento da Fundação Hospitalar de Saúde e mesmo se o PCCV dos servidores celetistas estivesse pronto, não poderia se posto em prática por conta do limite prudencial em que pontua o Estado.
“Iremos passar em assembleia todas as informações para a categoria. Sei que dilatamos demais o tempo de recebimento da contraproposta. Chegamos ao limiar da paciência, mas quem vai decidir é a categoria em assembleia. Caso não se tenha uma proposta concreta, em agosto não descartamos paralisação”, confirmou.
Foto: Sílvio Oliveira
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