Programa de demissão voluntária na Caixa vai gerar desassistência, diz Seeb
Cotidiano 07/02/2017 16h59 - Atualizado em 07/02/2017 18h46Por Fernanda Araujo
A Caixa Econômica Federal começou nesta terça-feira (7) o processo de adesão ao Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE) dos funcionários. No país o objetivo é alcançar no máximo 10 mil funcionários, dentre os cerca de 30 mil que trabalham atualmente na empresa.
A medida tomada pelo banco pretende reestruturar e reduzir gastos. A saída dos servidores, segundo a Caixa, pode gerar uma economia de cerca de R$ 1,8 bilhão somente no ano de 2018. Para atingir esse valor o limite é de 10 mil servidores, diz o banco.
Assim como ocorreu no Banco do Brasil, para o Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb) propor demissões é mais uma tentativa do Governo em fragilizar os bancos públicos, uma ameaça ao seu funcionamento. O sindicato é contra e acha a medida desnecessária, o que pode causar impactos desde o trabalho dos funcionários ao atendimento ao público.
“A intenção é reduzir o tamanho da empresa e preparar para possíveis privatizações. Os empregados hoje já têm uma sobrecarga de trabalho, a tendência natural com essa tomada de decisão do banco é aumentar a pressão por atingimento de metas, a sobrecarga de trabalho e o tempo de espera nas filas”, afirma a presidente sindical, Ivânia Pereira.
O impacto pode acontecer também nos programas sociais, segundo Ivânia. “A Caixa, o BB, BNB, o BNDES, os bancos estaduais têm uma função social no país inteiro. Na Amazônia tem “agências barcos” da Caixa que é a única forma de chegar até determinadas comunidades. Hoje um banco privado enxergaria a necessidade dessas populações? Qual é o banco privado que abriria sua agência para atender aos usuários do Minha Casa, Minha Vida; Bolsa Família e dos demais programas sociais?”, questiona a bancária.
Os empregados que quiserem se desligar voluntariamente tem até o próximo dia 20 para aderirem ao programa. Segundo o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, a orientação do Ministério do Planejamento é fazer a escolha com base em critérios. Entre os “elegíveis”, estão aposentados pelo INSS ou não com, no mínimo, 15 anos de casa, ou aptos a se aposentarem até dia 30 de junho deste ano; seja quem tenha adicional de função de confiança, cargo de comissão ou função gratificada.
Nesta quarta-feira (8) a presidente do Seeb/SE irá a São Paulo para se reunir com o Comando Nacional dos Bancários e vão abordar a questão do programa e planejar uma campanha nacional em defesa dos bancos públicos, entre outras medidas.
Procurada pelo F5 News, a assessoria de comunicação da Caixa informou que a instituição financeira possui 782 funcionários no estado, mas não precisou quantos deles estão aptos a aderir ao plano de demissão.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
