Professores realizam mais um ato pedindo segurança nas escolas
Cotidiano 15/08/2014 13h00Por Aline Aragão
Por mais escola e menos violência. Foi com esse lema que centenas de professores, alunos e a comunidade do conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão (SE), saíram às ruas em passeata para cobrar mais ações do poder público e mais participação da família na educação de crianças e jovens.
O ato faz parte da onda de protestos contra a violência nas escolas, depois que o professor Carlos Christian de Melo, de 33 anos, foi baleado por um aluno dentro da Escola Estadual Olga Barreto, na noite da última terça-feira (12). O professor foi atingido por três disparos, passou por cirurgia e está na Unidade de Terapia Intensiva (HTI) do Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE) e o estado dele é considerado grave.
As ruas do conjunto foram tomadas pela multidão que carregava faixas e cartazes e repetia incansavelmente a frase “Somos todos Carlos Christian”, em solidariedade ao professor. Os manifestantes também gritavam bem alto que “a escola é lugar de paz, violência nunca mais”, e pediam por justiça.
A professora Cláudia Oliveira (foto ao lado) é colega do professor Christian na Escola Olga Barreto. Ela conta que o ato foi uma iniciativa dos professores da comunidade que resolveram chamar toda população para protestar contra a violência no município. “Todas as escolas estão passando por isso, essa violência não é novidade; o caso do professor trouxe visibilidade, mas esse não é um fato isolado”, afirma.
O estudante Adriel Nicolau (foto ao lado), de 17 anos, diz que ficou indignado com o que aconteceu com o professor. “A escola é um lugar de paz, onde a gente deve aprender e não fazer essas besteiras; até agora não consigo entender o que aconteceu”, lamenta.
Para a presidente do Sindicato dos Funcionários de Escola do Estado de Sergipe (Sintreducase), Nívia Maria Santana Santos, é preciso que as autoridades reforcem o policiamento. Ela diz que o objetivo é também chamar a atenção da sociedade, para que colabore participando mais da escola. “A escola não é feita só de professor, funcionário e aluno, é preciso a participação dos pais, por que a escola é um complemento da família”, destacou.
O mesmo pensamento é compartilhado pelo professor Joselito dos Santos (foto ao lado), da Escola Estadual Poeta José Sampaio, no Conjunto Parque dos Faróis, em Nossa Senhora do Socorro. Ele diz que a onda de violência que atinge também as escolas é um reflexo da falta de estrutura familiar. “A família simplesmente entregou o papel da educação à escola e nesse contexto a escola está isolada de tudo e não está servindo ao seu papel que é de passar o conhecimento cientifico; o papel de educar é da família”, ressalta.
Fotos: Aline Aragão

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