Professores protestam por segurança nas escolas
Eles se reuniram na porta do Huse em solidariedade ao colega baleado Cotidiano 13/08/2014 15h26Por Aline Aragão
Em solidariedade ao professor baleado por um aluno dentro da escola, na noite dessa terça-feira (12), no conjunto Eduardo Gomes em São Cristóvão, professores de outras escolas da rede estadual e municipal de ensino, se reuniram na porta do Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE), onde o professor Carlos Cristian Almeida Gomes está internado. O objetivo foi chamar a atenção das autoridades e cobrar mais segurança nas escolas.
Para o professor Wagner Lemos (foto abaixo), essa é uma luta cotidiana e a categoria não pode se calar, e permitir que o caso se torne mais uma estatística para as autoridades. “Estamos reféns dessa situação e faz-se mais que necessário nós nos manifestarmos diante desse quadro de apatia do nosso governo, em relação à segurança”, reclama.
Segundo a professora Ana Angélica Gama Machado, o sentimento compartilhado por toda classe é de revolta. Ela relata o drama vivido pelos professores da Escola Municipal Frei Inocêncio, no Povoado Sobrado em Nossa Senhora do Socorro, que sem muro e nenhum outro tipo de proteção, deixa professores e alunos expostos à violência.
Ela diz que os roubos são frequentes e já aconteceram casos de meninas serem molestadas. “Alguém precisa tomar uma providência”, reclama.
“A gente dá aula com um olho no quadro e outro na porta”, diz a professora - com medo de que alguém possa invadir a sala. “Na escola tem alunos pequenos e nós também somos responsáveis por eles; o medo é por nós e por eles”, explica a professora.
Já a professora Suziana Barreto (foto ao lado), diz que o problema está na falta de uma gestão mais efetiva. Ela conta que na escola onde trabalha, não tem porteiro, o que contribui ainda mais com a criminalidade. “A Secretaria de Educação deveria se preocupar mais com a segurança dos funcionários. A gente fica muito vulnerável, e os alunos e pessoas da comunidade se sentem a vontade para fazer o que querem”.
Quem também reclama da situação é a professora Carla Pereira, da Escola Estadual Castelo Branco, no Bairro Industrial, onde rotineiramente os professores, sofrem agressões vindas de alunos, seja por xingamentos, ameaças ou brincadeiras de mau gosto - como jogar lixo, copo cheio de areia, ou garrafa com água, do andar superior para atingir quem está embaixo.
Carla conta que na semana passada, um colega de trabalho se afastou da escola após sofrer ameaças de um aluno, que entrava na escola para intimidá-lo. “Nós vivemos num quadro de violência onde o aluno não estuda, entra e sai da sala a hora que quer; olha pra você diferente e você tenta fazer de conta que não está vendo para tentar continuar”, lamenta.
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial de Ensino (Sintese) programaram um ato público contra a violência nas escolas, para às 8h desta quinta-feira (14), em Frente ao Palácio dos Despachos.
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Fotos: Aline Aragão

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