Professores entregam algemas no MPF para cobrar punição
Cotidiano 08/06/2015 11h30Por Elisângela Valença
Com o escândalo da máfia da merenda escolar, os professores da rede de ensino do Estado de Sergipe, em greve há 13 dias, fizeram um ato simbólico no Ministério Público Federal (MPF) para cobrar punição aos envolvidos. Eles entregaram as algemas que usaram durante a greve.
“Nós estávamos usando as algemas como forma de representar todo o abuso e opressão que sofremos no nosso trabalho no dia a dia. Hoje, entregamos ao MPF para que sejam usadas em quem se deve, para que se puna quem comete crimes com o direito básico da educação”, disse Ivonete Cruz, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese).
“Seguimos em greve pelo pagamento de nossos salários. Seguimos em greve por melhores condições de trabalho. Seguimos em greve pela decência no ensino estadual, que perpassa pelo material didático, pela estrutura física, pela merenda escolar. Queremos uma escola de qualidade”, disse a vice-presidente.
Em nota, o MPF/SE afirmou que "o procurador da República responsável pelo caso, Heitor Soares, informou que já recebeu o material da equipe do programa Conexão Repórter e tomou o depoimento do empresário denunciante. As informações foram encaminhadas à Polícia Federal, com pedido de abertura de inquérito para apurar os crimes de fraude à licitação e associação criminosa. Foi informado também que os documentos entregues pelo sindicato serão analisados para inclusão no inquérito".
“O Governo segue à disposição dos professores para negociar, desde que suspendam a greve, já decretada ilegal pela Justiça. A dificuldade está sendo criada pelos próprios professores, porque eles sabem da realidade financeira do Estado, que não pode pagar o reajuste pedido”, disse Elton Coelho, assessor de Comunicação da Secretaria de Estado da Educação (SEED).

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