Professores de São Cristóvão apontam graves problemas em escolas
Cotidiano 28/05/2014 10h27Por Elisângela Valença
Professores da rede municipal de ensino da cidade de São Cristóvão encerram, hoje, 28, uma agenda de atividades que começou na última segunda, 26. Eles protestam contra a realidade da educação na cidadee a redução salarial.
Segundo o professor Arilúcio Espinheiro Santos, delegado adjunto do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese) em São Cristóvão, a situação é triste. “Nunca vi tamanho descaso de um gestor com a educação em uma cidade”, disse. “As aulas acontecem em residências que não oferecem condições adequadas porque as escolas estão em obras intermináveis. Crianças em casas de andar com escadas sem corrimão ou proteção, várias turmas num mesmo ambiente, aulas acontecendo em currais, são algumas das situações graves que encontramos”, explicou.
De acordo com o professor, em janeiro de 2013, foi feito um projeto de Lei, aprovado pela Câmara de Vereadores, que cortava o salário dos professores em cerca de 50%, retroagindo o salário aos patamares de 2010. “Nós já tínhamos conquistado o piso nacional e perdemos com esta lei, que anulou os reajustes dos anos seguintes”, disse o professor.O professor informa que já aconteceram duas audiências, mas sem avanços. “A Prefeitura diz que não pode pagar, mas não apresenta provas ou justificativas. Pelas nossas avaliações do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação], São Critóvão tem condições, sim, de voltar a pagar o piso nacional”, comentou.
A Prefeitura de São Cristóvão se pronunciou através da seguinte nota:
“Desde que assumiu a administração municipal em 2013, a prefeita Rivanda Batalha (PSB), não tem medido esforços para recuperar a educação no município de São Cristóvão adotando medidas rigorosas no controle dos gastos públicos. Exemplo disso foram os cortes em 20% dos salários da prefeita, do vice-prefeito e dos secretários, redução das despesas de pessoal, cortes em 100% das gratificações de todos os
funcionários, além de outras medidas administrativas.Masé de conhecimento público que a prefeita encontrou a folha do município fora da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impõe limites para o endividamento e gastos públicos permitidos. A concessão de aumento, neste momento, não só para os professores, mas também para todos os funcionários públicos do município, levaria São Cristóvão a ultrapassar, ainda mais, o teto estabelecido pela LRF com a folha de pagamento, que é de 51,3% do orçamento total do Município.
O descumprimento da LRF tornaria São Cristóvão inapto novamente a firmar convênios com os governosFederal e Estadual, além de receber emendas parlamentares. Rivanda é sensível a causa e reconhece o valor dos professores e de todos os funcionários, mas precisa administrar pensando no coletivo, nas necessidades da maioria da população, reajuste salarial agora inviabilizaria a administração como um todo.
É importante registrar que São Cristóvão está com vários convênios para serem assinados em Brasília, junto ao Governo Federal, que vão possibilitar melhor qualidade de vida para a população. Entre eles: o melhoramento do abastecimento de água na sede do Município, a complementação da pavimentação e saneamento básico do bairro Rosa Elze, Jardim Centenário, Avenida Chesf, Rosa Maria, já em andamento, o canteiro Central que liga os Conjuntos Eduardo Gomes e Lafaiete Coutinho, a reforma do Mercado de São Cristóvão, a construção do Centro de Abastecimento (CEASA) no Eduardo Gomes, a pavimentação da estrada que dá acesso ao Povoado Pedreira, a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Rosa Elze, o saneamento do Loteamento Tijuquinha e do Rosa do Oeste.”

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