Professores de Carira marcham contra atraso de salários
Cotidiano 10/08/2012 11h38Por Fernanda Araujo
Os professores da rede estadual do Município de Carira (SE) realizaram na manhã desta sexta-feira (10) a Caminhada da Indignação. Essa paralisação estava prevista para quinta-feira passada, mas foi favorecer a adesão de mais professores. Foram aproximadamente 90 educadores em marcha pela cidade e entregando panfletos sobre as reivindicações nas residências.
Segundo a professora Noemia Maria Menezes, representante do Sintese em Carira, o pagamento de cerca de três salários e meio estão atrasados. São débitos de 2010 e 2008, salários de novembro de 2011 e as férias de janeiro deste ano.
Neste momento, Noemia Menezes tenta conversar com o secretário de Finanças da região, mas segundo ela, ele se recusa a falar. “Há principalmente grande falta de diálogo. Aqui na Secretaria de Finanças não querem conversar com a gente. E há dois anos que a prefeita (Gilma Chagas) não nos recebe em audiência”, conta.
À noite os professores irão se reunir novamente em mais uma caminhada, a partir das 19h, na Praça José Durval Matos, o famoso Pau Brasil. Em seguida, os manifestantes acenderão velas e seguirão pelas principais ruas do município com apitos e carro de som. “Vamos explicar aos pais e alunos o porquê da paralisação, pois muitos ainda não sabem. Estaremos novamente conversando com a comunidade a nos incentivar nessa luta”, afirma Noemia, com a perspectiva de atrair mais professores na manifestação.
Outra manifestação
Em Aracaju, no próximo dia 13 os professores também farão um ato público simbolizando a queima do Índice Guia de Avaliação de Desempenho em frente à sede da Diretoria de Educação de Aracaju (DEA) localizada na Rua Laranjeiras, próximo ao Instituto de Educação Rui Barbosa e ao Colégio Costa e Silva.
De acordo com informações da assessoria de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública de Sergipe (Sintese), o ato faz parte da programação do Agosto Vermelho, mês onde diversos atos acontecerão tanto na capital quanto no interior, em defesa do reajuste do piso do magistério e pela autonomia dos professores nas escolas da rede estadual.

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