Professores de Aracaju recorrem à Justiça para regularizar pagamentos dos salários
Cotidiano 19/10/2016 10h53 - Atualizado em 19/10/2016 11h21Por Ingrid Lima e Will Rodriguez
Em busca de melhorias na educação pública da capital sergipana, o sindicato dos profissionais de ensino do Município de Aracaju (Sindipema) realizou um ato na porta do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, no bairro Ponto Novo, na manhã desta quarta-feira (19).
O ato chamou atenção da sociedade aracajuana para o caos em que se encontra a educação do município. De acordo com o presidente do Sindipema, Adelmo Menezes, falta merenda nas escolas, os serviços de limpeza estão sendo realizados pelas próprias diretoras das escolas e em cinco unidades de ensino não está havendo aula por falta de transporte, como F5 News já mostrou.
Além de buscar melhorias nas condições de trabalho, os profissionais pediam a regularização dos pagamentos que estão em atraso. Segundo o Sindipema, o salário do mês de setembro foi pago na última quinta-feira(13) aos professores ativos das letras A a O, porém os servidores inativos não receberam .
Nessa terça-feira (18) o sindicato teve uma reunião com o conselheiro Clóvis Barbosa, presidente do Tribunal de Contas de Sergipe (TCE), onde foi relatada toda a situação envolvendo a educação e o atraso nos pagamentos.
De acordo com o presidente do Sindipema, existem diversos recursos, como o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) para que esses pagamentos sejam efetuados em datas corretas, por isso foi solicitado ao TCE e ao Ministério Público Federal (MPF) que fiscalizem o que está acontecendo.
Segundo Adelmo Menezes, o sindicato vem realizando denúncias a todos os Poderes, inclusive ao Legislativo Municipal, desde o mês de fevereiro e não obteve nenhuma solução. Diante disso, a entidade alega que a única saída foi acionar o Poder Judiciário.
O Sindipema entrou com mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça para que os professores ativos e aposentados recebam os salários dentro do mês, entretanto ainda não alcançou resultado.
Conforme o presidente do sindicato, o pagamento das parcelas do décimo terceiro salário foi suspenso em maio sem justificativas, com a promessa de que seria retomado no mês dezembro.
Adelmo Menezes afirma que, apesar das condições encontradas nas escolas, os professores não foram adeptos da greve e optaram apenas pela realização de atos em busca dessas melhorias.
A Secretária do Planejamento, Orçamento e Gestão do Município (Seplog) relatou que os pagamentos estão sendo realizados conforme a entrada de recursos, por isso não existe uma data especifica para a previsão dos pagamentos dos demais servidores.

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