Professores da cidade de São Cristóvão deflagram greve
Cotidiano 13/09/2016 15h23 - Atualizado em 13/09/2016 15h49Por F5 News
Os professores da rede municipal do município de São Cristóvão (SE) iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (23). A categoria realizou um protesto e ocupou a sede da Poder Executivo, mas foi obrigada pela Justiça a desocupar o local.
De acordo com o Sintese, além de perdas salariais e de direitos trabalhistas, os trabalhadores têm enfrentado atraso no pagamento dos salários. Problemas com a estrutura das unidades de ensino, transporte e alimentação escolar também são apontados como justificativa para o movimento paredista.
“São três anos amargando perdas, denunciando aos órgãos competentes tais perdas e o desrespeito a direitos e nada é feito para mudar a drástica situação em que estes professores vivem”, afirma a diretora de bases municipais do Sintese, a professora Sandra Morais.
Após a invasão do prédio do Executivo, a Procuradoria do Município ajuizou Ação de Reintegração de Posse alegando que “a invasão foi fruto de questões exclusivamente políticas e sem qualquer justificativa lógica, porque o que desejam os professores é juridicamente impossível e ilegal", considerando que por se tratar de ano eleitoral, a data limite para que a gestão concedesse reajuste salarial já expirou.
Ainda conforme o procurador Yuri Oliveira Azevedo, há uma ação relacionada ao pagamento dos salários tramitando na Justiça. Com isso, o juiz de direito Manoel Costa Neto deferiu a liminar determinando a desocupação do prédio, argumentando que "Não será invadindo e ocupando um prédio público onde funciona a sede do Município que se reivindica um direito, muito menos a Execução de uma decisão judicial; quem tem o poder de compelir é o Poder Judiciário e não o Sindicato ou quem quer que seja. A atitude de exigir um direito por via própria é inclusive tipificado como crime intitulado Exercício Arbitrário das Próprias Razões".
Na sentença, o juiz ainda fixou uma multa de R$ 20.000,00 para a hipótese de nova invasão. Segundo os trabalhadores, a paralisação não será interrompida.
Foto: Sintese

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