Professores cobram fim da reforma na Escola Estadual Olga Barreto
Cotidiano 01/09/2014 10h57

Por Elisângela Valença

Na manhã de hoje, professores e alunos da Escola Estadual Olga Barreto, em São Cristóvão, na Grande Aracaju (SE),  fizeram um ato para reclamar sobre a situação estrutural da escola. Uma obra de reforma começou e foi abandonada. Segundo informações dos professores, a empresa que fazia a obra pede um aditivo no contrato para terminá-la.

“A obra da quadra deveria ser terminada em três meses. Faz um ano que foi paralisada. Em maio, a empresa disse que faria a reforma do prédio da escola. Como não encontramos um outro prédio para remanejar os alunos, organizamos por aqui, mas a reforma foi apenas uma pintura e uma revisão no telhado. Não entrou a parte elétrica e nem a hidráulica”, disse Cristina Melo, professora da rede estadual há 11 anos e da Escola Olga Barreto há oito.

“Quando a empresa parou a obra, a placa de descrição da obra na porta do colégio foi pintada. Não sabemos quem pintou, mas a intenção foi esconder prazos e o valor da obra, que era de 300 mil reais. Este valor todo para só pintar a escola?”, questionou uma professora que pediu para não ser identificada.

“A escola está exposta com um arremedo de portão para fechar um buraco no muro que segue para a quadra. Foram deixados entulhos e armações de madeira no meio da escola, expondo os alunos a acidentes. A aula de educação física acontece numa sala de aula. A escola já não era boa, ficou pior”, disse Alexandre dos Santos Silva, professor na unidade há treze anos.

A direção da escola não estava no local. A Secretaria de Estado da Educação (SEED) enviou a seguinte nota sobre o assunto:

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) está fazendo uma reforma de pequeno porte na Escola Estadual Olga Barreto. Inicialmente foi projetada a execução de pintura, revisão de cobertura, revisão elétrica e substituição de esquadrias. À proporção que as obras de reforma foram sendo executadas, novas necessidades surgiram. No momento a Seed está providenciando um aditivo para ampliação da parte elétrica, revestimento dos banheiros e construção de um depósito. A quadra poliesportiva já está concluída e apta para uso, mas está sendo feito um aditivo para a instalação dos alambrados.

Com relação aos entulhos, a Secretaria está mandando a equipe de manutenção para verificar a ocorrência e fazer a retirada.

Quanto ao caso Carlos Cristian, foi feito o acolhimento dos funcionários, professores e alunos por duas psicólogas da Secretaria após o acidente. Essas profissionais se colocaram à disposição dos servidores para atendê-los individualmente, e caso precisem de uma maior assistência são encaminhados para psicólogos terapeutas.

Em momento algum a Secretaria deixou de dar assistência aos funcionários e professores da Olga Barreto. Inclusive, a professora que assistiu o incidente está sendo acompanhada pela psicóloga Ellen Paesante.

O Núcleo de Psicologia da Seed continua à disposição da comunidade escolar e sempre busca informações sobre como se encontra o clima na unidade de ensino após o episódio.

 

Fotos: Elisângela Valença

 

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