Professores adiam início do segundo semestre em escolas de Aracaju
Com paralisação de 48 horas, categoria cobra condições de trabalho
Cotidiano 01/08/2016 10h59

Por Will Rodriguez

O início do segundo semestre do ano letivo, previsto para esta segunda-feira (1), foi suspenso em parte das escolas da rede municipal de Aracaju. O motivo é a paralisação de 48 horas dos professores que cobram adequações nas condições estruturais das unidades de ensino. Nesta segunda, a categoria realizou um protesto na porta da Secretaria da Fazenda, no centro da capital sergipana, com o objetivo de viabilizar a abertura do canal de diálogo.

A rede possui 74 unidades que atendem cerca de 30 mil alunos. Em alguns colégios, o segundo semestre começou no dia 27 de julho, na maioria, as aulas ainda não foram retomadas.

Segundo o presidente do Sindicato dos Profissionais da Educação Municipal de Aracaju (Sindipema), Adelmo Menezes, em quase todos os colégios a situação se repete: falta conservação dos prédios, livros didáticos, professores e profissionais de apoio para limpeza e preparo do lanche dos alunos. “As escolas estão abertas, mas sem condições de receber os alunos”, alega.

Os professores afirmam que já levaram as demandas para as Secretarias de Governo, de Planejamento e das Finanças, mas não obtiveram êxito. De acordo com o sindicalista, a secretária da Educação, Márcia Valéria, nunca foi encontrada para tratar a questão.

Por isso, a categoria entregou uma nova carta de reivindicações à Sefaz nesta segunda e não descarta a possibilidade de deflagrar um movimento paredista. "Nesta terça voltaremos a nos reunir em assembleia e o resultado vai depender da posição da Prefeitura em atenção às nossas reivindicações, que não são salariais", finaliza Menezes.

A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal da Educação (Semed) procurou o F5 News na tarde desta segunda-feira (1) para informar que 60% das unidades de ensino foram prejudicadas por conta da paralisação que, na ótica da pasta, é sem fundamentos, uma vez que, segundo a Semed, as unidades não possuem problemas estruturais e a falta de profissionais de apoio decorreu de problemas externos. Ainda de acordo com a pasta, os professores nunca apresentaram as demandas e todas as vezes que procuraram à gestão, foram recebidos. 

Foto: Will Rodriguez/F5 News

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