Procon Municipal fiscaliza escolas particulares de Aracaju
Cerca de 40 já foram visitadas; em 15 havia irregularidades Cotidiano 18/12/2014 11h45Por Fernanda Araujo
O Procon de Aracaju dá início ao período de fiscalização em vários segmentos, inclusive, nas escolas particulares, feita sempre ao final de ano. No total são 154 escolas no município e já foram fiscalizadas 40; dessas, aproximadamente 15 estavam irregulares e foram notificadas. No início da manhã desta quinta-feira (18) a primeira escola a ser visitada pelos fiscais foi uma localizada no bairro Siqueira Campos, zona oeste da capital.
Segundo o coordenador de fiscalização, o advogado Nubem Bomfim, a equipe verifica se o Código de Defesa do Consumidor (CDC) está visível e solicita cópia do contrato de prestação de serviço, da planilha de custos e da lista de materiais escolares para serem avaliados no órgão. De acordo com ele, o contrato e a planilha de custos devem estar em uma pasta na secretaria da escola acessível para o contratante. “Se houve aumento da matrícula de um ano para outro, tem que está contemplado nessa planilha”, explica.
Ainda de acordo com o coordenador, os pais devem estar atentos se a lista de material escolar e o preço da m
atrícula estão contemplados no contrato de prestação de serviço da escola, medida importante para que os pais possam pesquisar preços mais interessantes. “Se o infantil, do 1º ao 5º ano, está em 400 reais, se o ensino médio, do 1º ao 2º ano, está em 600 reais, não pode ser dito de boca, tem que estar exposto no contrato, tem que estar à disposição dos pais do aluno”.Na relação de materiais escolares é analisado se há itens de uso coletivo proibidos pela Lei Federal 12.886/13, como papel higiênico, detergente, álcool, copos e talheres descartáveis, grandes quantidades de papel, tinta para impressoras, grampeador, grampos e pastas classificadoras. Os custos desse tipo de material devem ser considerados no cálculo do valor das anuidades. Caso o Procon encontre itens em desacordo com a norma, é solicitada a retirada da lista. “Para não gerar multa se dá dez dias para corrigir e se defender, caso não corrija, vira reincidência. A multa, no caso se não tiver o CDC, vai até 1.064 reais”, afirma o fiscal Genicleldo Albuquerque.
A escola fiscalizada estava de acordo com as normas, apenas estava incompleto o CDC, que finaliza no artigo 119, mas estava até o 115. Porém, o erro foi corrigido. Os fiscais também solicitaram o alvará municipal de funcionamento. “É bom ter em um quadro exposto na parede. Embora não é nossa competência de fiscalizar isso, é da Secretaria de Finanças, a gente pede para ver o CNPJ. Se não tiver o alvará a gente convoca a secretaria para tomar as devidas providências”, ressalta Albuquerque. “É sempre importante os pais estarem atentos, qualquer dificuldade que tenham é só ligar para o Procon”, lembra o fiscal Francisco Costa.
Para a coordenadora do Instituto Dom Fernando Gomes, irmã Antônia Marta, a fiscalização não é ameaça, ao contrário, passa segurança. “Quando fiscalizam e nos dão retorno, significa que estamos também sendo observados e nos dá segurança de estarmos com o serviço correto e no caminho certo. Esse é o nosso objetivo: servir o mercado educacional bem com segurança em todos os sentidos. A gente sabe que os pais depositam confiança na escola. O nosso contrato de matrícula com valores de mensalidades a gente disponibiliza no site da escola para os pais. Nossa mensalidade é acessível a nossa comunidade escolar”, afirma.
Fotos: Fernanda Araujo/F5 News

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
