Processo de ex-funcionários da VCA pode ser julgado hoje no TRT
Cotidiano 02/09/2014 08h37Por Fernanda Araujo
Funcionários demitidos da antiga Viação Cidade de Aracaju (VCA) voltaram a se manifestar em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Sergipe, nesta terça-feira (02), para cobrar agilidade na resolução dos processos contra a empresa.
Segundo o advogado do ex-cobrador Enilson Barbosa, Victor Hugo, ainda não há novidades sobre o caso, no entanto, o processo dos ex-funcionários já está em pauta no tribunal, e, possivelmente, permanecerá em pauta para ser julgado ainda hoje.
Além disso, está confirmado o Leilão Extraordinário da Justiça do Trabalho dos bens da VCA para o próximo dia 21, a partir das 8h30, no auditório do TRT da 20º Região. Os bens são avaliados em R$ 30 milhões. Até julho do ano passado a VCA era detentora de uma concessão de transporte público para atuar em Aracaju e região metropolitana, mas por causa de salários atrasados dos funcionários a empresa foi retirada pela Prefeitura de Aracaju.
De acordo com o advogado serão leiloados duas partes da garagem localizada na avenida Tancredo Neves, o que vai cobrir boa parte dos processos se os bens forem arrematados, beneficiando vários ex-empregados que ainda não receberam pagamento das rescisões, além de dois meses de salário e três meses de ticket alimentação. Segundo o Tribunal, a dívida total beira em torno de 40 milhões de reais, porém continua aumentando em razão de juros e dos processos sendo transitados em julgado a cada dia.
Em entrevista ao programa de rádio, Liberdade Sem Censura, o juiz do TRT, Antônio Francisco afirmou que certamente será arrecadado cerca de R$ 20 milhões, no mínimo, que corresponde a 50% do valor da avaliação. Se houver concorrência poderá ser vendido por um valor superior. A parte que vai a leilão tem aproximadamente 30 mil m², avaliado em mil reais o metro quadrado. O juiz explica que foram penhorados a garagem inteira e a Fazenda Boa Luz, no entanto, a VCA e as demais empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico recorreram ao tribunal.
“Uma parte que estamos levando a leilão é exatamente a parte contra a qual não houve recurso. O restante da garagem provavelmente sera levado a leilão, após o julgamento do recurso do tribunal. Só foi uma parte agora porque apesar da garagem ser um imóvel unificado na verdade é dividido em três partes pertencentes a empresas diferentes. Estão sendo levados a parte que é da CGL empreendimentos e a Bonfimtur que pertencem ao mesmo grupo econômico. A que não está indo a leilão é da NS. O processo está indo na normalidade, não houve atraso, o que pôde ser adiantado foi colocado a leilão. Não existe nada fora do normal”, disse o juiz.
Foto: Fernanda Araujo/arquivo F5 News
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