Problemas com merenda e transporte atrasam ano letivo em Aracaju (SE)
Cotidiano 12/01/2017 17h09 - Atualizado em 12/01/2017 17h32

Por Sthephani Bispo e Will Rodriguez

Os problemas com o transporte e a merenda escolares devem atrasar o início do ano letivo 2017 em parte das escolas da rede municipal de Aracaju (SE). As medidas emergenciais para regularização do funcionamento da rede foram discutidas durante reunião nesta quinta-feira (12), entre a secretária da Educação de Aracaju, Maria Cecília Leite, e os diretores dos 74 colégios municipais.

A Secretaria está fazendo o levantamento das escolas que ainda não concluíram o ano letivo de 2016, mas em quatro delas, por exemplo, as atividades só foram retomadas esta semana porque as aulas estavam suspensas, uma vez que os alunos ficaram sem o transporte que os levava até os prédios provisórios. A Semed está alugando prédios no mesmo bairro das sedes dos colégios para evitar o deslocamento dos estudantes.

Embora a previsão seja de que o calendário letivo de 2017 só tenha início em meados do mês de março, o período de matrículas não deve ser alterado, com começo programado para 6 de fevereiro.

A Semed ainda não sabe quantas vagas serão ofertadas. “Neste primeiro momento estamos dividindo as escolas por núcleos e os diretores farão o levantamento de suas demandas”, explicou a secretária.

Assim como as demais áreas, a Educação de Aracaju acumula dívidas deixadas pela gestão anterior. Um levantamento inicial da Semed calcula pelo menos R$ 15 milhões em débitos. O orçamento previsto para a pasta este ano é de R$ 250 milhões.

Para conseguir liquidar a dívida e fazer novos investimentos, a secretária Cecília Leite já adotou contenção de gastos com itens como locação de transporte, telefone e papel, por exemplo. “Mas os direitos básicos dos alunos e dos professores, esses serão garantidos”, garantiu.

Durante o encontro com os diretores, a secretária destacou estar ciente dos desafios pela frente, mas disse esperar manter um relacionamento direto com cada profissional para desenvolver o seu programa de gestão. 

“Quero acompanhar o dia a dia das escolas, conversar com os pais, alunos e com cada professor. Não tenham receio em me procurar e não se sintam cobrados quando eu fizer visitas nas escolas, é uma forma de estar perto”, disse Maria Cecília Leite. 

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