Presos do Compencan fazem agente penitenciário refém
Cotidiano 09/07/2014 09h00Por Marcio Rocha
Durante a tarde de segunda-feira (07), o clima de tensão se estabeleceu no Complexo Penitenciário Carvalho Neto (Compencan), quando um preso tentou fazer um agente penitenciário de refém dentro do presídio.
De acordo com informações apuradas por F5 News, um agente penitenciário identificado como Vieira estava fazendo a guarda dos presos, quando foi dominado por um elemento que lhe aplicou uma chave de pescoço, golpe conhecido como “gravata” e efetuou duas estocadas com um artefato perfuro-cortante conhecido como “chuço”, atravessando uma das mãos do agente. A ocorrência aconteceu na ala B do terceiro pavilhão do presídio.
Um segundo agente que estava próximo do homem feito como refém foi em seu socorro e conseguiu libertar Vieira das mãos do detento que lhe agrediu. O clima de uma possível rebelião se instalou e ficou tenso durante toda a tarde, com a desconfiança de uma rebelião estar sendo tramada pelos internos do Compencan.
De acordo com informações de agentes penitenciários que conversaram com F5 News, o presídio que deveria abrigar 800 presos, está com mais de 2400 internos. Três vezes a capacidade da unidade prisional. A superlotação é um dos fatores que facilitam a insurgência dos presos, podendo provocar rebeliões.
Foram encontradas em revista recente, várias armas cortantes dentro da penitenciária. Além disso, também há uma grande facilidade de entrada de produtos ilícitos, principalmente por cima dos muros da cadeia. Drogas, telefones celulares e armas são jogados diariamente para os presos do Compencan.
O assessor de comunicação da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc), Marinho Tiba, confirmou para F5 News que um preso tentou fazer um agente de refém e agrediu-lhe perfurando a mão. Tiba também confirmou a instalação do clima tenso durante o final da manhã da segunda-feira, quando aconteceu a agressão contra o agente Vieira.
Sobre a entrada de drogas, álcool e facas no presídio, Marinho destacou que elas só entram se arremessadas de fora para dentro do Compencan. Segundo ele, dois homens conseguiram fugir quando estavam tentando jogar 19 garrafas de cachaça e duas facas peixeiras dentro do presídio, por cima do muro. Tiba disse que as revistas realizadas encontram armas fabricadas pelos próprios presos, os chuços.
Imagem: Igor de Almeida

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