Presidente da Fundação Hospitalar anula atos de Almeida Lima
Secretaria de Saúde e Fundação Hospitalar não se entendem Cotidiano 15/03/2017 14h57 - Atualizado em 15/03/2017 20h51Por F5 News
Na semana passada o secretário de Estado da Saúde, Almeida Lima, participou de uma sessão especial na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), e fez anúncios bombásticos sobre contratos e mudanças na Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). A questão não repercutiu bem nos bastidores da saúde estadual e, nesta quarta-feira (15), após revelações feitas pelo radialista e deputado Gilmar Carvalho, em seu programa matinal na Mix FM, a questão se mostrou pior do que já estava, trazendo à tona o que parece ser uma guerra interna na pasta.
O presidente da FHS, Rosman Pereira, divulgou uma nota dizendo que lamenta o vazamento de informações de uma reunião ocorrida em ambiente de trabalho, antes mesmo de sua efetivação e esclarecimento à sociedade. E que todos os atos tomados pelo secretário, na condição de diretor interino da Fundação, serão anulados.
A nota diz que “segundo parecer formal da procuradoria da FHS, o secretário Almeida Lima não poderia ter ocupado o cargo de diretor interino da fundação, que é uma empresa estatal de direito privado, o que implica em atos nulos todos os atos que foram praticados como diretor interino”.
E que o cancelamento de todos os atos praticados pelo então presidente interino da FHS se dará de forma técnica apenas para poder ser posteriormente validado, de modo que não haja questionamentos jurídicos posteriormente e prejuízos para o erário público.
A FHS informou ainda que todas as decisões tomadas pelo Conselho Curador serão cumpridas, inclusive as exonerações anunciadas, e que as portarias assinadas por Almeida Lima nos dias 7 e 8 exonerando aproximadamente 100 funcionários serão reeditadas com data do dia 13 pelo novo diretor.
Rosman Pereira diz também que está avaliando todo o funcionamento da FHS e vai fazer um enxugamento duro, mas de forma criteriosa e humana.
“Queremos deixar claro que toda as ações de enxugamento, modernização, transparência e cumprimento do acordo judicial homologado na terceira Vara da Justiça Federal, com o Ministério Público Federal (MPF), serão cumpridas à sua risca”, afirmou.
A SES ainda não se manifestou sobre a questão.

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